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Articles by "Paulo Pinheiro"
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JSD recebeu, em Lisboa, líderes de 33 juventudes partidárias europeias para acordarem um manifesto comum contra o Desemprego Jovem

Os líderes das juventudes partidárias do Partido Popular Europeu (PPE) reuniram-se nos passados dias 10 a 13 de Maio, em Portugal, na vila de Cascais e em Lisboa, para debater em conjunto soluções para o "Desemprego Jovem", uma realidade crescente e preocupante em vários países europeus, num encontro que contou com a participação do Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
Este evento internacional organizado pela JSD teve um elenco de convidados oradores de luxo: desde o Ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar, que falou sobre as medidas públicas para o promover o investimento e a mobilidade dos jovens; António Borges, exDirector do FMI para a Europa, que fez uma intervenção sobre qual o caminho que as novas gerações têm de tomar para sair e vencer a crise; a anterior ministra do Trabalho, Helena André, ex Secretária Geral Adjunto da Federação Europeia de Sindicatos. que falou como o desemprego jovem é uma realidade comum na Europa e um desafio necessário de ser vencido pela União Europeia; o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Pedro Reis, que falou sobre o exemplo INOVContact; o Eurodeputado Carlos Coelho, que falou sobre os novos desafios e as novas causas da Juventude; o Presidente da associação europeia de business angels – EBAN -, Paulo Andrez, que falou sobre como reforçar e potenciar a inovação e o empreendedorismo na Europa como resposta à crise, o eurodeputado Paulo Rangel que falou da importância de haver uma maior coesão entre os países da União Europeia para vencer e superar esta crise, pedindo uma Europa mais política e solidária, e o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que encerrou o painel de oradores convidados de excelência, falando do potencial das novas gerações.
A JSD acolheu também as comemorações dos 15 anos do YEPP, e atribuiu pela primeira vez o YEPP Freedom Prize, que pretende destacar o trabalho de um ou mais jovens em prol da democracia e da liberdade. O primeiro laureado foi o activista bielorusso Dzmitry Dashkevich, que se encontra preso no seu país, depois de ter organizado numerosas acções pacíficas de rua, tendo-se transformado num símbolo da luta pela democracia na Bielorussia. O regime de Lukashenko tem repelido com repressões vergonhosas e mandatos de captura. Dzmitry Dashkevich foi preso há mais de um ano, onde é periodicamente sujeito a pressão e tortura física e psicológica.
Os Presidentes das Juventudes Partidárias membros do YEPP em reunião plenária, com a presença do Eurodeputado e Secretário-Geral do PPE, Christian Kremer, acordaram, através de um manifesto conjunto, a necessidade de maior empenho no próximo Quadro Financeiro PlurianualA declaração reforça também a urgência numa melhor coordenação dos programas já existentes relativamente ao emprego.
Para que se consigam criar empregos, tem de ser dada maior atenção à formação vocacional enquanto paralelamente a formação prática tem de ser reforçada quer a nível do ensino secundário quer superior. Ao mesmo tempo, os Estados-Membros devem estimular o empreendedorismo jovem, através quer de incentivos fiscais quer da redução de burocracias na criação de novas empresas.
A declaração conjunta enfatiza o voluntariado como devendo ser alvo de reconhecimento e incentive, uma vez que se trata de um contributo importante para a sociedade e que favorece uma cidadania mais activa e plena. É ainda recomendado que exista uma especial atenção para uma proteção mais eficaz de segmentos mais vulneráveis no mercado de trabalho, como sejam os cidadãos portadores de deficiência.
O YEPP entende ainda ser crucial, para se conseguir a desejada mobilidade, que sejam removidos obstáculos que dificultam muito a prestação de trabalho por parte de jovens noutros Estados-Membros.
Para além disso, são ainda necessários muitos esforços no sentido de conciliar a vida familiar com o emprego. As mães devem ser apoiadas na sua reintegração profissional designadamente através de condições de trabalho mais flexíveis e com o reforço do número de creches e jardins de infância.
O Presidente do YEPP, Csaba Dömötör sublinha que 6 milhões de pessoas perderam os seus empregos desde que se instalou a crise económica e os jovens são os mais afetados.
O facto de um em cada 5 jovens europeus se encontrar desempregadomina consideravelmente as esperanças de uma recuperação económica, da confiança nos líderes políticos, bem como o crédito na União Europeia como um todo.
Segundo Csaba Dömötör, reforço do investimento de qualidade nos apoios financeiros às empresas, melhor e mais eficaz regulação, bem como uma boa coordenação de programas são imprescindíveis para acalmar o surto alarmante que se faz sentir.

O 1.º Ministro, Pedro Passos Coelho, marcou presença, onde também teve oportunidade de se dirigir aos participantes referindo a importância destas estruturas de juventude para apresentarem soluções no combate ao desemprego jovem, bem como apresentar o seu pensamento sobre a actual situação de crise que a EU atravessa.
Mais uma iniciativa de sucesso, desta feita além fronteiras, revelando a capacidade organizadora e o espírito acolhedor bem português, o que se veio a revelar na melhor iniciativa do YEPP dos últimos anos, segundo palavras dos próprios Presidentes das Juventudes Partidárias estrengeiras, aliando ao facto de se debater eficazmente o maior flagelo que assola a Europa, e em concreto o nosso país: o Desemprego Jovem.

Pelo nono ano consecutivo, através da parceria entre o Instituto Francisco Sá Carneiro, o PSD, o Partido Popular Europeu e a JSD, realizou-se a Universidade de Verão. Trata-se da melhor organização de formação política do país, não só reconhecida por nós, mas por várias personalidades nacionais e internacionais, como um exemplo ímpar a nível europeu.

É uma semana, e não de umas escassas horas, de intenso trabalho, desde a manhã até à noite, contando com aulas com personalidades de reconhecido mérito, actividades de grupo, jantares-conferências e simulações. Desde o Ambiente à Administração do Estado, desde a Cultura à Comunicação, desde a Social-Democracia à Economia, desde a Europa ao Mundo, uma centena de alunos por ano discute a sério todas estas temáticas, aprende a trabalhar em grupo e como intervir. Há várias regras essenciais, mas destaco duas, que são raras neste tipo de formações:

1 - ninguém sai calado! Todos os alunos têm de participar pelo menos uma vez.
2 - Pontualidade. Um dos factores da fraca competitividade do nosso país, é a pouca importância que damos a cumprir horários. Na Universidade de Verão nada começa nem acaba atrasado.

Na edição deste ano, houve personalidades como Prof. Nuno Crato, Dr. Miguel Relvas e o Prof. Vítor Gaspar - e a Senhora Presidente da Assembleia da República, Dra. Assunção Esteves, Mário Soares, ex-Primeiro Ministro e Ex-Presidente da República, Mariano Rajoy, Presidente do Partido Popular Espanhol e futuro Primeiro-Ministro de Espanha, o Director da área de Economia das Alterações Climáticas, Grupo de Energia e Ambiente, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em Nova Iorque, Eng. Jorge Moreira da Silva, Dr. Manuel de Lemos, Presidente da Confederação Internacional das Misericórdias, o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros e ex- Comissário Europeu Prof. João de Deus Pinheiro, Dr. Henrique Monteiro, Jornalista e Vasco Graça Moura, escritor e ex-Eurodeputado e o Dr. Tomaz Morais, Seleccionador Nacional de Rugby. Verdadeiramente, um elenco de formadores de luxo!

Este ano quatro membros da JSD Odivelas tiveram a oportunidade pertencer aos cem alunos: o Vice-Presidente Pedro Roberto e os Vogais Filipe Sanches, Tânia Bragança e David Castro. Estes membros da Comissão Política de Odivelas, tiveram oportunidade, como já tiveram eu próprio, Paulo Pinheiro, os Vice-Presidentes Carla Sofia Marcelino e Bruno Duarte, a Secretária-Geral Carla Nazareth e António Dias, de testemunharem activamente esta grande formação essencial ao exercício de uma política mais responsável, mais eficaz e mais ética!

E é isso mesmo que esta actividade de formação política representa: uma melhor Política, uma nova geração de políticos! Mais capacitados, mais conscientes, mais rigorosos, mais informados e mais empenhados. Querer ter mais formação é sinal de evidente noção que a actividade política deve ser sempre feita com a mais elevada responsabilidade para com os representados, tendo sempre em mente o Bem Comum e o Interesse Público. Estarmos cada vez mais capacitados, a vontade que isso aconteça e lutar para que isso seja apanágio e regra na Política é um dever, não um direito.

Desdenhar e rejeitar a formação política já não tem hoje lugar em Política. Já não é um direito, é um dever e isso tem de ser exigido por todos: militantes dos partidos, intervenientes cívicos, todos os cidadãos de bem.

A JSD deu claramente esse sinal, não só com a realização destas nove edições da Universidade de Verão e de outras iniciativas e posições políticas, mas com a revisão dos seus Estatutos no seu último Congresso, quando introduziu a seguinte norma:

ARTIGO 138.º
(Dever de Formação Política)
1. Os membros eleitos dos órgãos executivos nacionais, regionais e concelhios da JSD e todos os eleitos e nomeados da JSD para cargos públicos devem frequentar, no prazo de um ano
após a respectiva eleição ou nomeação, uma formação básica sobre aspectos essenciais do sistema político e da gestão pública.

De referir que a Universidade de Verão nasceu desta necessidade de uma nova geração de políticos com maior exigência ética e de maior responsabilidade social! O grande responsável desta obra, tendo sido sempre o "Reitor" desta Universidade, é o eurodeputado Carlos Coelho, antigo Presidente da JSD! Um homem que sempre lutou para que a formação política de excelência fosse a base de uma nova geração de políticos.

Sinto-me honrado de ter participado na edição de 2008 e de ter sido convidado desde então como Conselheiro desta Universidade! Fazer parte de uma organização de tão elevado valor e importância, ajudando na formação política das novas gerações, encaro como uma grande responsabilidade, e ao mesmo tempo como um privilégio pela confiança em mim depositada.

Liderar e elevar a fasquia através exemplo, é esta a postura da JSD!

Formar para Vencer!

Saber mais para fazer avançar Portugal!

No passado fim-de-semana, em Mangualde, perante o aplauso devoto de quem lá esteve, o líder do PS, que não gosta de ter concorrência à altura, orientou todo o discurso em resposta a Pedro Passos Coelho, que ameaçou abrir uma crise política com o "chumbo" do Orçamento do Estado para 2011, atirando-se à proposta de revisão constitucional.

Enquanto José Sócrates surge no palanque para agitar a bandeira da defesa do "Estado social", o primeiro-ministro que, por coincidência, são a mesma pessoa, lidera um Governo que restringiu as regras de acesso ao subsídio de desemprego, reduziu as pensões de reforma futuras e aumentou os impostos, directos e indirectos, sem deixar escapar qualquer classe de rendimentos.
Prepara-se, também, para fechar 700 escolas, apesar de se apresentar como defensor do sistema público de ensino, e introduziu taxas moderadoras em serviços hospitalares em que não existiam, embora reaja com espalhafato quando se fala em tirar do papel bens "tendencialmente gratuitos" que, na prática, não o são. A lista de cortes na despesa social levada a cabo pelo actual Governo não fica por aqui, num testemunho irredutível da contradição entre o que Sócrates diz e o que Sócrates faz.

Acontece que as manifestações de dupla personalidade do primeiro-ministro e o desespero em segurar popularidade à esquerda, contribuem para dramatizar a atmosfera, mas não têm qualquer outra utilidade.

Um líder de Governo que dispõe de uma maioria relativa e que aceitou governar nestas condições, pode, mas não deve, remeter responsabilidades para os ombros alheios e recusar assumir as suas, que são bem grandes. Só revela, assim, escassa capacidade de aprendizagem e sentido de Estado.

Como mostram os dados da execução orçamental durante os primeiros sete meses deste ano, a origem de todos os males nas contas públicas está longe de se encontrar controlada. A despesa corrente, sem juros, cresceu perto de 6%, e o mesmo sucedeu com as receitas fiscais, o que significa que a imparável espiral de gastos do Estado continua a ser alimentada com mais impostos.

Quem, como José Sócrates, tem a responsabilidade de governar, não pode refugiar-se em discussões estéreis e ignorar o problema estrutural. Tem de resolver os reais problemas do país!

Falta de visão, certamente! Só não vê quem não quer!








O Governo aprovou a 22 de Julho a harmonização dos horários dos estabelcimentos comerciais, podendo resultar da abertura dos hipermercados ao domingo.

Pode aparentar ser um tema sem grande importância, face à actual situação nacional, mas reflitamos um pouco.

Este assunto, muito mais polémico em anos vindouros, tem como elemento mais visível a luta entre o pequeno e o grande comércio. Do lado dos grandes espaços comerciais promete-se mais emprego, do lado dos pequenos comerciantes há a ameaça de falência e despedimentos.

Para alguns sectores da sociedade aplaude-se a liberdade de comércio ao domingo à tarde, outros lamentam a potencial violação das tradições familiares e religiosas através da maior mercantilização da nossa vivência.

Comprova-se assim, que apesar de haver já actividades que funcionam ao domingo, os hipermercados têm uma vasta influência social e cultural, sendo, de facto, uma decisão desta natureza uma decisão complexa.

Quando nos governos de Cavaco Silva e Guterres foi estabelecido o horário actual (abertura limitada das 8h às 13h ao domingo dos grandes espaços comerciais, com as excepções nos meses de Novembro e Dezembro) houve consultas ao Conselho Económico e Social e vasto debate nacional.

Artigo 92.º da Constituição da República Portuguesa
(Conselho Económico e Social) 1. O Conselho Económico e Social é o órgão de consulta e concertação no domínio das políticas económica e social, participa na elaboração das propostas das grandes opções e dos planos de desenvolvimento económico e social e exerce as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei.
2. A lei define a composição do Conselho Económico e Social, do qual farão parte, designadamente, representantes do Governo, das organizações representativas dos trabalhadores, das actividades económicas e das famílias, das regiões autónomas e das autarquias locais.

Artigo 2.º da Lei do Conselho Económico e Social (Lei n.º 108/91, de 17 de Agosto)
(Competência)




1. Compete ao Conselho Económico e Social:
...
b) Pronunciar-se sobre as políticas económica e social, bem como sobre a execução das mesmas;
...
e) Apreciar regularmente a evolução da situação económica e social do País;
f) Apreciar os documentos que traduzam a política de desenvolvimento regional;
...

Obviamente que não se defende aqui que este órgão reúna a cada opção económica tomada, mas sim, quando a opção se revele socialmente complexa e fracturante .

Depois espantam-se e ofendem-se quando se reflita e debata a Constituição...


Quase 1,4 milhões de contribuintes (particulares e empresas) têm dívidas fiscais.

Só a dívida líquida, aquela que não é contestada pelo contribuinte, ascende, segundo o relatório do Combate à Fraude e Evasões Fiscais de 2009, a 7,3 mil milhões de euros.

E há mais 6,8 mil milhões de euros de dívida suspensa, que aguarda decisão dos serviços fiscais e dos tribunais às reclamações dos contribuintes.

Para o Fisco, a dívida total, somando as dívidas líquida e suspensa, ascenderá a 14,1 mil milhões de euros. Caso a decisão sobre a dívida suspensa seja favorável ao Estado, aquele valor, se pago de imediato, quase permitiria resolver o défice orçamental, que atingiu 15,3 mil milhões de euros em 2009.

Parte destes devedores ao Fisco, sejam particulares ou empresas, são-no por genuínas dificuldades que atrevessam. Mas outra parte, e acredito (infelizmente) que seja maior parte, são devedores por fuga ao fisco.

Sempre defendi, e continuarei a defender, que um dos problemas estruturais das políticas fiscais e, consequentemente financeiras, no nosso país, é quando se tem de "apertar o cinto", nos momentos de maior crise, procura-se a solução de aumentar a receita, leia-se os impostos que, por si só, é uma medida que se pode tornar castradora da iniciativa e investimento necessários ao desenvolvimento, ao invés de se cortar na despesa. E acreditemos que há bastantes situações de gastos supérfulos.

Já diz o povo e com muita razão: "Quem não tem dinheiro, não tem vícios"!

Mas os dados acima referidos levam-nos a reflectir de outra forma este problema. Se de facto houvesse consciência colectiva, muitos dos que se queixam de medidas de austeridade, em vez de fugirem aos impostos, deveriam contribuir para a comunidade. Não mais que os outros, mas o mesmo que os outros.

O Estado não pode continuar a viver de impostos e nao emagrecer todo o seu aparelho burocrata, mas os cidadãos devem ser parte integrante da solução dos problemas do país, e não seus carrascos.

Quem foge aos impostos pratica um roubo colectivo e não merece, por isso, usufruir o que a Sociedade tem para lhe oferecer. O que muitas vezes pode ser acto de louvor e esperteza, deve-se transformar num acto de repugnância entre nós.

Deve-se endurecer as leis penais para tal crime, deve-se endurecer o combate à fraude e evasão fiscal. Deve-se cortar a despesa pública, ao invés de se aumentar a carga fiscal.

O exemplo deve vir de todos: do Estado, das empresas e também de cada um de nós, cidadãos de Portugal!

Papa Bento XVI (em latim Benedictus PP. XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, em Marktl am Inn, Baviera, Alemanha, no dia 16 de Abril de 1927. É actual Sumo Pontífice da Igreja Católica desde o dia 19 de Abril de 2005. Foi eleito como o 266º Papa com a idade de 78 anos e três dias, sucedendo ao Papa João Paulo II no conclave de 2005.


O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazi mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. Marcou muito ao ainda jovem Joseph quando viu nazis açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa. O próprio Ratzinger pai não só não colaborou com o regime como ajudou e protegeu os sacerdotes que sabia estarem em perigo.

Durante a Segunda Guerra, chegou a ser convocado para combater nos esquadrões antiaéreos alemães. Dispensado, acabou sendo recrutado primeiro pela legião austríaca e depois pela infantaria alemã, da qual desertou em menos de dois meses. De volta ao seminário, foi ordenado padre em junho de 1951. À função, somou o trabalho como professor de teologia, primeiro na Universidade de Bonn e depois na de Regensburg, onde seria reitor.

Em março de 1977, tornou-se arcebispo de Munique e Freising e, menos de três meses depois, foi criado cardeal pelo papa Paulo 6º. Já sob João Paulo 2º, em 1981, Ratzinger tornou-se o líder da Congregação para a Doutrina da Fé.

Aos 78 anos, o Cardeal Joseph Ratzinger foi eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave findo em 19 de Abril de 2005 foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas quatro votações e duração de apenas 22 horas.

A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa que adoptou o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. Conhecido como o "Papa da Paz", Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a I Guerra Mundial. O seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo.

O homem que apenas queria continuar a estudar, não viu o seu desígnio ser cumprido, ao ser chamado por João Paulo II para ser Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Vem nestes dias a Portugal, num período de forte contestação contra a Igreja devido aos escândalos de casos de pedofilia praticados por sacerdotes em vários países do mundo. Aliado a este clima mais crítico, este Papa depara-se com uma crise de fé que vive o “Velho Continente”. Será este o seu grande desafio do seu pontificado.

A sua visita pastoral não abrange unicamente o santuário mariano de Fátima, mas também visita Lisboa e o Porto, encontra-se com as mais altas figuras do Estado e da Cultura, dando um sinal forte que o Papa vem para todos!

A sua mensagem será sempre uma mensagem de paz, uma mensagem de diálogo, especialmente com outras confissões religiosas. Bento XVI, que foi um dos grandes impulsionadores do Concílio Vaticano II, apesar da sua aura conservadora, transmitiu, através das suas três encíclicasDeus Caritas Est (Deus é Amor), Spe Salvi (Salvos na Esperança) e Caritas in Veritate (Amor na Verdade) – que é através do Amor que se atinge Deus, é através da conjugação da Graça e da Justiça que se alcança a Paz e que num mundo devastado pela profunda crise económica é necessário políticos e políticas à luz da ética cristã para alcançar a felicidade dos povos.

Crentes ou não, saibamos compreender esta mensagem... e pô-la em prática!

Temos 2 posturas quando queremos resolver um problema grave e enraizado: ou escolhemos a via difícil mas eficaz, ao tentarmos resolver o problema pela raiz tendo resultados satisfatórios em longo prazo, ou a via fácil e nem sempre eficaz, tentando resolver o problema superficialmente mas fazendo com que ele não desapareça.

Assim aconteceu quando se avançou com a legalização Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), em Abril de 2007, pensando que se resolveria o problema! Não há nada mais errado!

Ora vejamos alguns números:
87% das mulheres que no ano passado abortaram na Maternidade Alfredo da Costa, a maior do País, não usarem qualquer contraceptivo. Isto é, 1425 das 1632 que interromperam a gravidez não faziam planeamento familiar nem prevenção de doenças.

Aumento em 8% do número de IVG's de 2008 para 2009 - de 1516 para 1632.

468 dos casos já não era a primeira vez que a mulher realizava uma IVG, ou seja, 30% dos casos eram reincidentes. Esta situação é gravíssima! O Estado deve potenciar a informação e o apoio social às famílias, e não "convidar" que se realizem IVG's quando algo é inesperado e indesejado.

Ainda para mais, com um país com baixa taxa de natalidade e consequente alta taxa de envelhecimento da população, deve-se, então, procurar incentivar o apoio às famílias e às futuras gerações. Isto sim é tratar de um problema pela raiz.

A solução nunca devia passar por incentivar-se a abortar, mas sim criar condições para que as famílias possam ter mais filhos com mais e melhores condições!

Responsabilidade, informação e apoio são as palavras certas!

"Tentar alterar a linha editorial de órgãos de comunicação para não serem hostis ao Governo não é crime de atentado ao Estado de Direito. Este é o principal argumento usado pelo procurador-geral da República nos despachos que arquivaram o caso que envolve José Sócrates.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, Pinto Monteiro, após analisar as escutas telefónicas efectuadas no caso "Face Oculta", chegou à conclusão de que pressões e interferências visando imprensa e restantes órgãos de comunicação social favoráveis ao primeiro-ministro não são, por si só, comportamentos puníveis no plano criminal. E deixou tudo escrito nos despachos de arquivamento, cujo conteúdo era, até ao momento, desconhecido.

Em concreto, enquanto o procurador do Ministério Público, João Marques Vidal, e o juiz de instrução criminal de Aveiro, António Costa Gomes, argumentam pela existência de um plano em que estava directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social, com o objectivo de afastar jornalistas incómodos, Pinto Monteiro considerou, nas suas decisões, que o problema está em saber se a actuação dos envolvidos ultrapassa os limites aceites no relacionamento empresarial e da luta político-partidária. (...)
"

(in Jornal de Notícias, 18/02/2010)

Esta situação caricata leva a reflectir/concluir o seguinte:

1. Segundo as palavras do Procurador Geral da República, houve de facto tentativa de alterar a linha editorial de órgãos de comunicação para não serem hostis ao Governo;

2. Segundo o mesmo, não é passível de crime o facto de o poder político (leia-se Governo) tentar fazer com que as notícias sejam falseadas ou "decoradas" de modo a ser favorável às suas medidas e opções, e quem não concordar ser afastado, de modo a atingir uma popularidade com base em propaganda errónea para no futuro poder vencer eleições e manter-se no poder.

Se isto não é crime, então é porque se permite, actualmente, em Portugal, que se faça censura encaputada!

Censura, encaputada ou não, limita consideravelmente a livre expressão e o princípio do contraditório, bases de uma democracia sádia.

Como é que é possível que até o próprio PGR considere que estes factos não são puníveis?

Assim de descridibiliza o poder político, assim se descridibiliza a Justiça, assim se descridibiliza Portugal!

Já ninguém se lembra disto?

Na sessão de ontem da Assembleia Municipal de Odivelas, a bancada do PSD apresentou, através dos deputados municipais da JSD, uma proposta de Recomendação, ao Executivo da Câmara Municipal, para a reactivação do Conselho Municipal de Juventude de Odivelas (CMJ).

Foi aprovado por larga maioria com 27 votos a favor (bancadas do PSD, MPT, PPM e PS), 10 votos contra (bancadas da CDU e do BE) e 1 abstenção (bancada do CDS).

Desde sempre que o devido funcionamento do CMJ sempre foi uma luta da JSD e, logo na primeira oportunidade, não deixámos de cumprir as nossas responsabilidades perante os jovens e o movimento associativo juvenil do Concelho, levando este assunto a ser discutido nas devidas instâncias.

Assim se confirma quem é que se interessa verdadeiramente pelos jovens - a JSD e o PSD.

Segue na íntegra a Recomendação aprovada:

Recomendação

Reactivação do Conselho Municipal da Juventude

O Conselho Municipal da Juventude (CMJ) foi criado em Odivelas no ano de 2007, de forma a poder oferecer uma resposta adequada às necessidades dos jovens, com o objectivo de melhorar a sua qualidade de vida e favorecer a sua plena participação na comunidade (in preâmbulo).

Desde a aprovação da lei 8/2009 de 18 de Fevereiro, que criou o Regime Jurídico para estes órgãos, a sua actividade foi estancada, muito devido às competências alargadas previstas por este instrumento legal, em concreto na emissão de pareceres obrigatórios sobre várias matérias, nomeadamente a orientação municipal para a juventude, o orçamento municipal para o sector, bem como os regulamentos e posturas municipais sobre a matéria.

Nesta fase encontra-se interrompido o período de adaptação dos CMJ já existentes a este Regime Jurídico, devido a essas competências previstas interferirem directamente com a vida do Município.

Dois anos antes da aprovação deste Regime Jurídico, o Conselho Municipal da Juventude de Odivelas já existia, com um Regulamento próprio aprovado nesta Assembleia, e tinha já reunido duas vezes.

Para a Bancada do PSD, o CMJ melhora substancialmente a participação cívica dos jovens e é um espaço que dá oportunidade de discussão de Políticas de Juventude devendo o Município desenvolver mecanismos no sentido de aproveitar as suas capacidades.

Neste sentido, considerando:
1. a importância deste órgão na participação cívica dos jovens no seu Concelho;
2. a pré-existência do CMJ de Odivelas ao Regime Jurídico;
3. a interrupção da aplicação da adaptação dos CMJ já existentes às normas previstas pelo Regime Jurídico;

a Assembleia Municipal vem recomendar ao Executivo Camarário que reactive o Conselho Municipal da Juventude, ponderando os objectivos pretendidos para este órgão e às virtualidades e questões do novo quadro legal.

Na última semana surgiram notícias de um “plano” ou “esquema” de Sócrates (que por acaso e por coincidência é 1º Ministro de Portugal) para controlar a TVI e outros media à beira de eleições.

Surgiram notícias de mais um “plano” ou “esquema” de Sócrates (que por acaso e por coincidência é 1º Ministro de Portugal pela segunda vez consecutiva) para prejudicar politica e pessoalmente o Presidente da República, com a finalidade de provocar eleições antecipadas em 2011 para recuperar a maioria absoluta.

Estas noticías têm como fonte as escutas do caso “Face Oculta”, nos seus vários intervenientes, como também (espanto!)… José Sócrates (líder do governo).

Recordemo-nos dos recentes ataques ao jornalista Mário Crespo, num local público, realizados por José Sócrates acompanhado de outros dois ministros e um executivo de televisão, definindo-o como um “problema” a ser resolvido.

Segundo as notícias de ontem e hoje, baseadas nas mesmas escutas, houve conversas sobre tentativas de condicionamento do Presidente da República (em concreto o político mais lúcido actualmente e garante da estabilidade deste país), de forma a denegrir a sua imagem, política e pessoal, no intuito de provocar eleições antecipadas em 2011 para, desta forma, Sócrates poder reconquistar a maioria absoluta (bem) perdida. Para além disso, esta “conspiração” liderada ao mais alto nível, abrangia a intromissão na vida interna de empresas do sector empresarial do Estado, que num cenário futuro de eleições, pudessem financiar a campanha eleitoral.

Controlar a Comunicação Social, usar dinheiro de empresas públicas para financiar interesses do PS, condicionar e constanger a actuação do Presidente da República de forma a provocar eleições antecipadas são exemplos de regimes ditatoriais com aparência de democracia.

Portugal só tem duas opções: Continuar a ser um Estado de Direito Democrático com meios de comunicação social livres e sem interferências dos poderes políticos e económicos ou um país de Sócrates, em constante clima de guerrilha política e em que os que ousam discordar são "calados"!

«Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor.

Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.

Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.

É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta.

Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”.

Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada


Artigo da autoria de Mário Crespo (jornalista)
Publicado ontem (1/02/2010/ no jornal Público - O Fim da Linha

Para onde vais Portugal? Onde anda o "25 de Abril de 74"?

A festa da Imaculada Conceição, comemorada a 8 de Dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX, na sua bula Ineffabilis Deus, a 8 de Dezembro de 1854.

A Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.

Na Constituição Apostólica Inefabilis Deus do Papa Pio IX, é instituído este dogma recorrendo principalmente para a afirmação do Livro do Génesis (capítulo 3, versículo 15), onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus.

Há três séculos e meio (1646) tomámo-la por Rainha e Padroeira de Portugal, ao ponto que todos os regentes de portugal, a partir de D. João IV, não mais envergaram a coroa.

Para os católicos, Maria representa um novo começo unicamente a partir de Deus, representa uma força maternal que se estende a todos os seres humanos, um exemplo de disponibilidade, força e coragem num momento chave para a Humanidade: o nascimento de Cristo. A maternidade divina não lhe foi imposta, mas proposta pelo Anjo Gabriel (Anunciação). Aponta para um caminho de libertação no amor.

Passaram cento e cinquenta anos e o nosso Mundo mudou muito. Os avanços da civilização e da cultura excederam em vários campos as maiores expectativas de então. Onde ontem se acreditava na Humanidade, hoje mais facilmente se descrê. Onde ontem se esperava que o progresso humano resolveria em breve as múltiplas contradições da existência pessoal e colectiva, das epidemias aos conflitos bélicos, hoje mais vulgarmente se estendem o cepticismo e o pessimismo, tão dissolventes como paralisantes.

Pode-se retirar desta celebração que, sendo o pecado uma lesão da liberdade, uma incapacidade de realizar o bem, próprio e alheio, Maria optou pelo caminho oposto.

Tenhamos nós coragem de optar, em liberdade, de sermos promotores de esperança e agentes de um mundo diferente: um mundo de paz!

A Cimeira Ibero-Americana é uma reunião anual dos chefes de Estado e Governo dos Países da Península Ibérica e da América Central e do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Perú, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, criada em 1991, tendo Andorra aderido em 2004. Os seus objectivos são a promoção da cooperação e o desenvolvimento entre os países ibero-americanos.

Alternando sempre de país anfitreão, a Cimeira decorre este ano em Portugal, mais concretamente no Estoril, entre hoje e amanhã, sendo já a segunda vez que ocorre em terras lusas, já que a primeira foi em 1998 no Porto. O tema da Cimeira é "Inovação e Conhecimento".

Desde de logo, esta Cimeira fica marcada pelas ausências dos líderes mais controversos: Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Raúl Castro (Cuba). Têm ocorrido alguns episódios recentes que tornam esta Cimeira numa das mais esperadas e sensíveis devido à tensão entre a Venezuela e a Colômbia, à questão do pós-Golpe de Estado das Honduras e ao apoio de Lula da Silva (Presidente do Brasil) ao programa nuclar iraniano.

Mas esta Cimeira vem tambem numa altura importante devido à crise financeira global que atravessamos, no sentido de percerber como a comunidade dos países ibero-americanos quer e como pode superá-la em conjunto e criar oportunidades de desenvolvimento sustentável e duradouro. Isto porque este conjunto de países, unidos numa cultura muito próxima, representa um mercado fantástico. Depois da União Europeia, dos Estados Unidos e da Zona Euro, é o maior mercado do mundo. Este conjunto de paises formam uma população de, aproximadamente, 715 milhões de pessoas. Estes factores não podem ser nada desvalorizados.

Considero que o tema escolhido para este ano é significativamente feliz, pois traduz uma vontade de construir um caminho de saída da crise, sendo este através da inovação e o conhecimento. Num mercado tão forte, apostando-se na inovação desenvolvem-se factores de progresso económico significativo e apostando-se no conhecimento aumenta-se exponencialmente a confiança, e como tornar o progresso derivado da inovação duradouro.

Portugal tem tido um crescimento forte na área da inovação, mas no Conhecimento o rumo que tem sido tomado é errado. Fortaleceu-se de facto o topo da Educação Superior, através de parcerias internacionais e doutoramentos e no complemento de qualificações básicas (Novas Oportunidades), mas as apostas feitas, pelo actual governo socialista, no Ensino obrigatório e na base do Ensino Superior têm sido arrasadoramente infelizes e contra o desígnio nacional.

Um país sem apostar fortemente numa formação básica e superior devidamente equilibrada e estruturada, nunca conseguirá vencer e dificilmente não sairá dos números negativos de crescimento seja ele económico, social, cultural e até humano.

É nas crises que surgem as verdadeiras oportunidades de dar o salto. Saibamos aprender com as lições que a História nos dá. A aposta no mercado ibero-americano pode ser uma aposta vencedora, e que juntos, podemos, mais do que sair desta crise, criar fortes sinergias de desenvolvimento mútuo.

Foi precisamente há 20 anos que se deu o marco mais emblemático do fim da União Soviética, do Pacto de Varsóvia, da "Cortina de Ferro", da divisão da Alemanha, do jugo comunista na Europa - a Queda do Muro de Berlim.

Não foi o início do fim, mas a queda deste muro tornou-se para a História um símbolo de Liberdade, uma marca emblemática de que as barreiras físicas não conseguem separar um povo.

Esta barreira física, construída pela República Democrática Alemã (RDA), na madrugada de 13 de Agosto de 1961, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental (RFA), simbolizava a divisão do mundo em dois blocos.

Na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961, as forças armadas bloquearam as conexões de trânsito a Berlim Ocidental. Eram apoiadas por forças soviéticas, preparadas à luta, nos pontos fronteiriços para os sectores ocidentais.

Nos 28 anos da existência do Muro morreram muitas pessoas. Não existem números exactos e há indicações muito contraditórias, porque a RDA sistematicamente impedia todas as informações sobre incidentes fronteiriços. Os números oficiais ascendem um número pouco superior a 200, mas estima-se que tenham sido perto de mil.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Anunciou-se uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira foi-se abrindo ao longo dos vários postos de controlo.

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais.

O século XX foi um período de muitos ensinamentos para a Humanidade: experimentou-se o que há de mais negro da natureza humana, testemunhou-se o que é possível o ser humano fazer para sobreviver e reerguer-se da desgraça.

Para além do horror do Fascismo/Nazismo, o mundo viveu/conheceu o inferno do Comunismo Soviético, pelas mãos de Estaline, Khrushchov, Brejnev, Andropov, Tchernenko e Gorbatchov. Milhões de mortos e condenados a trabalhos forçados, invasões a territórios soberanos, militarização e ameça à paz constante, brutal violação dos direitos humanos, subjugação de um povo inteiro à pobreza é o saldo de 73 anos de URSS.

Tudo o que é contrário à Tirania e à violação dos Direitos Humanos e da autodeterminação dos povos está representado na Queda do Muro de Berlim. Saibamos aprender com a História!

Reflexão final: hoje em dia continuam a existir "Muros de Berlim". Não falo apenas dos Muros similares ao de Berlim, como os Muros da Cisjordânia e do Muro fronteiriço Estados Unidos-México. Falo também de um Muro pouco visível do nosso quotidiano, que destroí todos os dias a nossa democracia, liberdade e paz: a Exclusão Social.

É este o desafio de hoje! É difícil combatê-lo, mas é possível. Destroí-se este grande "Muro" com solidariedade, compreensão e integração.
Falta a maior arma de todas para acabar com este flagelo: vontade!

Experiência marcante para quem participa,
Conceito ímpar no panorama político europeu,
Exemplo de excelência para garantir um futuro de esperança.

Eis uma frase que poderia resumir a Universidade de Verão (UV), organizada pelo PSD, pelo Instituto Sá Carneiro, pelo PPE e pela JSD e que já vai na sua 7ª edição, sempre liderada pelo Magnífico Reitor Carlos Coelho.

Mas antes de tudo, é de imaginar, na sociedade em que vivemos, que várias centenas de jovens se dariam ao trabalho de se candidatar a uma semana de formação política intensa, abdicando dessa mesma semana para férias na praia, ou num festival, ou a viajar, ou, simplesmente, a descansar?

Pois é, é verdade! Afinal ainda há muita e boa malta jovem que se preocupa a sério com o futuro do seu país.

Mas, se calhar, candidatam-se porque não sabem ao que vão…?

Se soubessem o que lá se faz:

Levantar cedo, tomar o pequeno-almoço, aula de duas horas e meia às 10h, almoço, algum tempo de trabalho de grupo, aula de duas horas e meia às 14:30, trabalho de grupo, jantar, conferência, trabalho de grupo, tudo intervalado com convívio, fazer três trabalhos ao mesmo tempo, prazos a cumprir, fazer perguntas, dar sugestões, ser pontual imperativamente, uff…

Toda a gente entra com receio, dúvida se consegue acompanhar, consegue cumprir, a malta até é fixe e, no fim, saem quase todos a chorar de saudades…

A verdade é que na UV não se formam só políticos… Formam-se, acima de tudo, pessoas!

Pessoas capazes de pensar no seu país, conscientes da responsabilidade do que é o Bem Comum (já tão esquecido…) mas tudo envolto numa mistura fantástica de trabalho, diversão e desenvolvimento.

Aprende-se a ser pontual, a trabalhar em equipa, em ser individuo em equipa, espírito de liderança e de entreajuda, de cumprir prazos, de trabalhar sobre pressão, de controlo do stress, de confiarem uns nos outros, a competir saudavelmente, a ser organizado e auto-disciplinado, a conhecer os nossos próprios limites, a improvisar e adaptar, a saber transmitir o que desejamos, a argumentar… e ainda há tempo para ouvir e falar de economia, de ética, de política internacional, de ambiente, do Estado, da UE, de Lisboa e do Porto, entre tantas coisas…

E o mais incrível de tudo, consegue-se aprender isto tudo e muito mais, com duas coisas essenciais: criando laços de amizade e divertindo-se.

Cem jovens, oriundos de quase todos os distritos do país, dos 16 aos 30 anos, com equilíbrio entre sexos, experiências de vida completamente diferentes, faz com que se conheça um pouco da realidade muito rica que Portugal tem.

A organização é sempre criteriosamente escolhida, aliando sempre a experiência e a inovação e que faz com que a UV seja uma marca de qualidade e de excelência reconhecidas. Uma equipa de incansáveis pessoas, super-prestáveis, animados, enérgicos, de grande criatividade e inteligência. O que se podia pedir mais?

Mas isto tudo não seria possível se não fosse um grande homem: Carlos Coelho. Homem que olha para a juventude, não como um desperdício, mas como uma esperança, homem que ensina tudo o que foi descrito em cima porque a sua vida é exemplo disso, homem que sabe que com formação somos melhores, e se somos melhores Portugal é melhor. Carlos Coelho torna-se para muitos o embaixador da Ética, da Responsabilidade, da Capacidade, do Trabalho, do Respeito que a política deve ser ao serviço das pessoas. Carlos Coelho é a alma da UV, um inspirador!

É com muito orgulho que encabeça a nossa lista candidata à Assembleia Municipal de Odivelas e presidirá os seus trabalhos nos próximos quatro anos.

Este ano tivemos a participação da nossa vogal da Comissão Política, Carla Marcelino, na foto ao lado acompanhada do Bruno Duarte (Vice-Presidente da JSD Odivelas), Carlos Coelho, Marco Almeida (Presidente da JSD Odivelas) e por mim.

A Carla teve fantásticas intervenções e colocou questões pertinentes, sendo até considerada uma das melhores oradoras. Está verdadeiramente de parabéns! Orgulha a JSD Odivelas, orgulha os jovens odivelenses.

Tive a oportunidade de ser um dos 100 alunos da Universidade de Verão (UV) de 2008 e tive a rara oportunidade de ser um dos cinco conselheiros da UV 2009. A Universidade de Verão ensinou-me muito… conto retribuir!

Cavaco Silva completou ontem três anos como Chefe do Estado.

Cumprido mais de metade do mandato, que começou sob o signo da cooperação institucional, e que foi resvalando, aos poucos, para uma coabitação cinzenta entre Belém e São Bento, Cavaco enfrenta dois anos de tudo ou nada.

Mas que balanço podemos fazer destes três anos?

O principal marco que Cavaco Silva quis … foi da luta contra a Exclusão Social, através de roteiros que levantassem questões sobre os diferentes “Portugais”.

"Crianças em Risco e Violência Doméstica", "Voluntariado e Exclusão Social em Meio Urbano", "Deficientes: educação, formação e inserção profissional" e "Desemprego, Reconversão e Reinserção de Activos e Inclusão Digital" e “Desemprego e novos riscos de pobreza” foram os temas cinco roteiros, numa demonstração de que Cavaco Silva - o economista frio e austero que muitos associam à sua imagem - pretende ficar para a História como "o Presidente da inclusão", "Não se resignem", foi das frases mais ouvidas nestes roteiros, como foi também em várias fases da sua campanha eleitoral.

Eleito nas presidenciais de 2006, com maioria absoluta, após uma campanha onde prometeu vigiar de perto o Governo de José Sócrates, Cavaco Silva inaugurou o seu mandato com a promessa de empreender uma cooperação institucional entre Belém e São Bento. A promessa durou praticamente intacta até ao Verão passado, quando o Presidente da República anunciou o veto ao Estatuto Político-Administrativo dos Açores.

Cavaco Silva apelou à estabilidade política e aos consensos em quase todos os seus discursos de Estado. Tendo sucedido a Jorge Sampaio, que teve como marca do seu mandato a dissolução do Parlamento no consulado de Santana Lopes, Cavaco fez da estabilidade um bem absoluto, mesmo quando choveram críticas nos media, com o eclodir de vários casos que acabaram por envolver o primeiro-ministro, como o processo à volta da sua licenciatura ou o chamado "caso Freeport".

Especialmente difícil tem sido a relação de Cavaco Silva com a Assembleia da República - com três anos de mandato o actual chefe do Estado já leva o recorde dos vetos de Belém a diplomas do Parlamento (oito). A relação entre os dois órgãos de soberania azedou no ano passado, com a promulgação pelos deputados do Estatuto dos Açores, e uma inédita acusação do Presidente de "uma quebra de lealdade" da Assembleia.

Mas este também tem sido o Presidente dos jovens, ao contrário do Governo, em especial a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, que tem ignorado a classe jovem do país. É o Presidente dos jovens porque foi o primeiro a alertar para o divórcio entre estes e a política, pois esta os abandonou. Tem promovido, principalmente junto de associações juvenis e entidades empreendedoras, a importância dos jovens e da sua participação cívica e política.

Ao contrário do Governo, partilho da mesma visão de Juventude do Chefe de Estado: uma Juventude portuguesa informada, participativa, crítica e empreendedora! Para bem do país!
Este Professor de Economia sabe também dar lições de Democracia e Preocupação Social.


Texto de: Paulo Pinheiro (Vice-Presidente da JSD Odivelas)

No Debate Parlamentar de ontem, o Sr. Primeiro Ministro José Sócrates, e também Secretário-Geral do Partido Socialista, respondendo ao líder de bancada parlamentar do PSD – Dr. Paulo Rangel -, afirmou que "Se a JS quisesse colocar um cartaz desse tipo, eu nunca autorizaria!", a propósito do recente cartaz da autoria da JSD Nacional.

Esta frase leva-me a declarar algo:
Orgulho-me de pertencer a uma estrutura de juventude partidária que é livre de pensar, independente na sua actuação, que colabora e não se subjuga com o seu Partido, pois o fim último da sua existência, não são os “tachinhos” nem vender a alma, é a juventude portuguesa!

Com esta frase se justifica as recentes declarações de Mário Soares e de Ramalho Eanes: “há um clima de medo em Portugal

É esta a juventude que o Sr. Primeiro-Ministro quer: subversiva, rastejante, inculta, inoperante e de fachada!
A JSD promove antes, uma juventude portuguesa: pensante, crítica, audaz, corajosa, empreendedora, colaborante e livre!

Eu não quero seguir este rumo traçado pelo Sr. Primeiro-Ministro, não é este o modelo de futuro que desejo, nem considero que seja através destes métodos de controlo que se desenvolve e cultiva a democracia portuguesa.

A Democracia constroi-se de independência, constroi-se com troca de ideias, não de “mordaças”!

Neste momento, se fosse militante da Juventude Socialista sentir-me-ia humilhado e envergonhado! Será que tudo vale e tudo se suporta para agradar a quem governa?

-----------------------------------------------//-----------------------------------------------
Dos Estatutos da Juventude Socialista:
“Artigo 3º
Relações com o Partido Socialista

1 - …
2 - A Juventude Socialista dispõe de autonomia organizativa, de orientação política e de acção próprias, no respeito pelos Estatutos, Declaração de Princípios e Orientação Política genérica do Partido Socialista.”

Acha mesmo??????

Sabe que também em Odivelas, já aconteceu o mesmo?

Esta é a tua hora, Juventude Portuguesa e Odivelense, de tirar de lá quem não vos respeita!

Esta é a nossa hora, de governar Portugal e Odivelas, pelo bem dos jovens portugueses e do futuro do país!

Resumindo:
Portugal, está na hora de voltarmos à Democracia!

Texto de: Paulo Pinheiro (Vice-Presidente da JSD Odivelas)

Em Setembro deste ano, depois de várias negociações com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) apresenta o Financiamento para as Instituições do Ensino Superior (IES). Nesse mesmo mês, em sede de Senado da Universidade de Lisboa (UL), a Academia tomou conhecimento das opções político-financeiras, em concreto o decrescente financiamento público para as IES desde 2005, previstas pelo MCTES.

Este desinvestimento constante vem colocar a Universidade de Lisboa, como outras IES, numa situação dramática, à beira da ruptura financeira, pondo em causa a qualidade de ensino, o desenvolvimento de políticas estratégicas e os seus recursos humanos.
De forma oficial, o Governo anunciou um aumento do financiamento do Ensino Superior (78%), realidade essa que se pode classificar de muito desigual, em que as maiores Universidades (como a UL) têm um aumento de 2%, enquanto no oposto do quadro tem instituições com aumentos no nível dos 24%.

O quadro é suficientemente esclarecedor das opções tomadas pelo Governo:
· tentativa de imposição do modelo de Fundação Pública de Direito Privado, utilizando critérios pouco claros, e que, pelas suas consequências, podemos classificar de discriminatórios;
· Este Executivo procura, também, que as Instituições caminhem para a ruptura financeira e, deste modo, se tornem totalmente dependentes de dotações públicas, pondo em causa o princípio constitucional da Autonomia Universitária, prevendo-se que, atingindo esse nível de financiamento, seja nomeado um “controlador financeiro”, como já acontece noutras universidades portuguesas (UTAD, Évora, Algarve e Açores).

Além do mais, temos de compreender o valor do aumento do financiamento da Universidade de Lisboa – 2% -, como das outras três maiores Universidades do país – Porto, Coimbra e Técnica de Lisboa - à luz da taxa de inflação, sendo a previsão oficial do Executivo de 2,5%, mais o aumento da função pública em 2,9%, provando-se assim um aumento totalmente virtual.

Acresce, a este facto, as obrigações das Universidades para com a Caixa Geral de Aposentações, que correspondem a 11% do seu orçamento total, de forma a que o Estado dá primeiro para depois tirar.

A fórmula seguida para o Financiamento do Ensino Superior não é, de nenhum modo, a mais adequada. Este ano, o governo decidiu retirar da fórmula os critérios de qualidade, penalizando assim as instituições mais qualificadas e agindo, deste modo, em sentido contrário às tendências internacionais de valorização da qualidade e da excelência. A base do cálculo da fórmula segue o número de alunos declarados pelas instituições, sendo, obviamente, um critério que pode dar origem a registos menos correctos e completamente desajustados da realidade. Este tipo de metodologia levanta receios de um tratamento desigual das instituições.

Para se compreender a realidade actual, a quase totalidade das despesas diz respeito ao pagamento de salários, no caso da Universidade de Lisboa, o total da dotação transferida pelo Estado mais as propinas já não cobrem as despesas com pagamento de salários.

A pretensa má gestão das IES que o Ministro vem a afirmar como causa principal da falta de financiamento é uma questão falsa, pois quando as receitas provenientes do investimento público não cobrem as próprias despesas de estrutura, nunca dá hipótese a má gestão.

Neste sentido, foram já apresentadas soluções de outros rumos a tomar em termos de política para o Ensino Superior:
· Uma reorganização da Rede de Ensino Superior, actualmente desfasada face à realidade e geradora de grande despesismo, necessitando-se, assim, a coragem política de racionalização de recursos com esta medida;
· Financiamento público tendo em conta a taxa de inflação e os aumentos da função pública, para não originar desequilíbrios;
· Mudança da fórmula de financiamento público das IES, privilegiando-se, não um orçamento em que só tem em conta o número de estudantes declarados, mas sim um orçamento programático plurianual, para promover, nas IES, vontade em atingir metas de excelência.

O próprio Reitor da UL é partidário desta posição, mas a sua demissão não vem no sentido de contestar as opções políticas do MCTES, mas sim na senda da reforma a que a UL se encontra, e que faz sentido que, também o seu próprio cargo, estivesse sujeito a sufrágio, para que tudo pudesse mudar, inclusive a liderança da instituição.

A Universidade de Lisboa, em concreto através dos seus estudantes, sabe que este é o momento para se reivindicar melhores políticas, que promovam a democracia, a autonomia e qualidade no Ensino Superior, pois o futuro do nosso país assim o exige!

Texto de: Paulo Pinheiro (Vice-Presidente da JSD Odivelas e Presidente da Associação Académica da Universidade de Lisboa)

Nota: Este texto foi inicialmente publicado na semana passada no blog: http://psicolaranja.blogs.sapo.pt/ em resposta ao desafio colocado para falar sobre este tema.


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