Halloween Costume ideas 2015

JSD Odivelas em Kont@cto

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Nos últimos dias fomos de novo surpreendidos com mais uma iniciativa que choca com a realidade e, principalmente, com as prioridades que deveriam estar em cima da mesa nos dias de hoje.

A verdade é que, neste ano atípico de 2020, são já 57.702,00€ gastos pela CM Odivelas em dois contratos públicos:


1)     Aquisição e instalação da Mascote de Odivelas, Cidade Europeia do Desporto 2020 - “Urso Dinis”, na rotunda junto ao Centro Comercial Strada, no valor de 13.200,00€.

 

2)     Aquisição e instalação de letras monumentais na rotunda do Senhor Roubado, onde diz “Odivelas Cidade Europeia do Desporto 2020”, no valor de 44.502,00€.

 

A questão que se sucede é: Não haverão outras prioridades?

O ano de 2020 não será facilmente esquecido no nosso concelho. Um ano marcado pela crise sanitária mas que rapidamente degenerou numa crise económica e social. Espelho disso são os recentes números publicados pelo IEFP que demonstram que o número de desempregados no concelho de Odivelas em outubro de 2020 cresceu 105,4% face ao mesmo mês do ano passado, sendo Odivelas o município com a situação mais dramática em toda a Área Metropolitana de Lisboa.

É notório a falta de estratégia, ação e ambição deste executivo municipal para uma real política de combate aos efeitos gerados pela pandemia. Outros concelhos por este país fora avançam, sem medo, com medidas de apoio às famílias e comércio local e sendo Odivelas um concelho de alto risco, e por isso, com medidas restritivas, o que se tem feito para inverter esta situação?

A resposta é simples: pouco ou quase nada.

Por isso, é do senso comum que os quase 60.000,00€ dispensados em nada beneficiou diretamente os Odivelenses.

Uma aplicação mais lógica desta verba seria a sua utilização para o bem dos cidadãos odivelenses, como meio de financiamento de algumas medidas sociais e económicas necessárias e urgentes:

 

A.     Distribuição de máscaras e álcool em gel pela população mais carenciada do concelho;

 

B.     A criação de zonas de testes livres à Covid-19 e acessíveis a todos;

 

C.     Apoios ao comércio local, incentivar a população a fazer as suas compras nas lojas de comércio local;

 

D.    Apoio ao setor da restauração com a criação de uma parceria com os restaurantes do município para a criação de uma plataforma municipal de entregas de refeições ao domicílio nos dias de recolhimento obrigatório e em que o custo da mesma fosse suportada pelo município.


Odivelas, uma cidade jovem e multicultural, necessita de ter atividades interativas e dinâmicas, obviamente, mas a prioridade é ouvir quem neste Município vive, e procurar saber quais são as suas necessidades reais.

Assume-se que quem governa tem o dever de definir prioridades e saber gerir onde aplicar o dinheiro dos munícipes. Esta é a prova que CMO não tem como prioridade apoiar diretamente a sua população, mas sim utilizar o dinheiro do município para fins de propaganda política.

Urgente definir-se prioridades que vão ao encontro dos anseios dos odivelenses.








Desde março que a vida dos portugueses mudou em consequência da pandemia COVID-19, têm sido meses complicados, mas os portugueses têm-se mostrado resilientes.

Acontece que, como já muitos esperavam, e com a chegada do outono/inverno a situação agravar-se-ia, pois, a economia não pode parar e, na realidade, o governo socialista não preparou o país para uma 2.ª vaga do vírus sars-cov-2, nem pensou em todos os cenários possíveis e soluções para os mesmos. Assim, a partir do próximo dia 30 começamos o novo período de confinamento que nos impede de sair do nosso concelho com o objetivo de que os números de infeções diminuam. 

A JSD Odivelas concorda com a medida e, uma vez mais, apoia os jovens promovendo um segundo torneio digital! Promovemos o distanciamento social nesta fase como em todo o tempo de pandemia, e dessa forma aconselhamos sempre que possível o dever de permanência em casa. Participa neste torneio, fica em casa com a tua equipa e com a JSD Odivelas à distância de um clique!

Geral

Jogo: League of Legends


Data: 31 de Out e 1 de Nov


Plataforma: Toornament


Período de inscrições: 24 Out 20h00 até 30 Out 20h00


Equipas: 5 jogadores + 1 substituto (opcional)


Limites: 24 a 32 equipas


Modo: Tournament Draft


Moldes: 2 Fases



3 Prémios:



- 1º Lugar: 14400 RP

- 2º Lugar: 7200 RP

- 3º Lugar 3450Rp



Regras:


- O torneio irá se realizar com a plataforma Toornament, onde estarão disponíveis os horários,

resultados e informações sobre equipas.


- Cada jogador deverá garantir o seu acesso á internet durante o torneio. Caso haja alguma falha

com a mesma, afetando algum jogador, o jogo continuará dentro da normalidade.


- Irá ser criado um grupo de Whatsapp, para facilitar a comunicação durante o torneio.(Cada grupo

deverá ter representado o seu porta voz neste grupo).


- Quando as inscrições encerrarem, fazer-se-á um sorteio para a 1ª Fase.


- Qualquer substituição de um jogador, deve ser informada até 30 minutos antes do jogo.


- Qualquer alteração de horário de jogo deverá ser requisitada até 2 horas antes do jogo. Para

haver alteração de horário, as duas equipas tem que concordar com a mesma.


- Sorteio - Irá se realizar com os sistema de POTs (ex: Sorteio Champions League), daí ser obrigatório

definir o Rank de cada jogador na inscrição.


- Atribuir-se-á um sistema de pontos a cada jogador, de 0 a 10, sendo 0 No Ranked, 1 Iron, ..., 10

Challenger. No final é atribuído uma pontuação final à equipa que definirá em qual dos 4 POT's

fica, criando assim grupos equilibrados. (Só contam os 4 melhores jogadores de cada equipa).


- 1ª - Fase de Grupos - Irão ser definidos grupos de 4 equipas, que jogaram uma ronda entre si,

sendo atribuido 1 ponto por vitória. (O numero de equipas por grupo poderá ser reduzido até 3

caso não haja 32).


- Em caso de empate pontual, cada equipa deverá escolher um membro (1 v.s. 1), para

desempatar em Summonner's Rift, na MID Lane. Ganha quem conseguir First Kill.


- Passam para a 2ª Fase os 1º's Classificados de cada grupo, sendo que os 2º's e 3º's jogarão um

jogo de eliminação entre si, para se apurar as restantes equipas a irem para a 2º Fase.


- 2ª - Fase Bracket - Sistema Double-Bracket Elimination à melhor de 1 (qualquer dúvida, na

plataforma Toornament, haverá sempre um esquema a explicar como funciona).


- Conta com os 1º's Classificados da fase anterior, e o resultado da eliminação dos 2º's e 3º's

Classificados.


- Desta fase apuram-se os 4 finalistas, que passam para a Final Four.


- Final Four - Jogam-se duas partidas para definir quem vai à Final e quem vai para o jogo do 3º e

4º lugar.


- Jogo 3º e 4º lugar à melhor de 3.


- Final à melhor de 5.


- Toda a Final Four será transmitida em direto (Plataforma ainda a definir).


- Qualquer dúvida contactar a JSD Odivelas.

A Câmara Municipal de Odivelas está de quarentena há quanto tempo?


Ao longo de todo o tempo de confinamento que temos vivido fomos constantemente alertados, pelos vários meios de comunicação e pelas autoridades responsáveis, de que o uso de máscaras de proteção são sem dúvida uma importante ferramenta para combater esta pandemia, que a todos assola. O uso desta serve de proteção para quem a utiliza mas também protege quem nos rodeia evitando assim a propagação do Corona Vírus. 
Fomos também assistindo a várias iniciativas por parte de executivos autárquicos vizinhos que, devido à insuficiência de meios e respostas imediatas de proteção social por parte do governo de forma a corresponder a todas as necessidades do país, começaram a desenvolver vários programas de combate, não só à pandemia do COVID-19, como também, todos os problemas que surgem em consequência. Na Área Metropolitana de Lisboa temos como exemplo a Câmara Municipal de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra que tiveram uma atitude pró-ativa na defesa dos seus munícipes, infelizmente a Câmara Municipal de Odivelas não teve essa capacidade e manteve o seu “trabalho” regular, como se não estivéssemos a viver uma situação anómala, deixando essa pró-atividade para os odivelenses. Ou seja: quem tiver capacidade financeira para se proteger da pandemia está a salvo, quem estiver numa posição carenciada ou de desinformação pode não conseguir fazer o mesmo.

Agora, com o desconfinamento e com os números de casos positivos a aumentar, continuamos com a incapacidade da CM Odivelas de responder às necessidades dos odivelenses, ao contrário da CM de Cascais que disponibilizou gratuitamente máscaras para maiores de 65 anos e pessoas em fragilidade económica e social, criou também pacotes de 4 máscaras a 1 euro (25 cêntimos cada) para a generalidade da população em que se encontravam à venda em mais de 70 locais distribuídos pelo concelho todo, criando também a capacidade de produzir 5 milhões de máscaras por mês.

A CM de Sintra ofereceu 1 milhão de máscaras aos seus habitantes através das caixas de correio, medida que também foi tomada pela CM de Mafra que ofereceu 500 mil máscaras. Por outro lado, a CM de Loures distribuiu cupões pelas caixas de correio para posteriormente serem trocados por máscaras comunitárias tendo sido disponibilizadas cerca de 220 mil máscaras. A CM de Oeiras com um investimento de 590 mil Euros ofereceu 1 milhão de máscaras estando estas disponíveis nos locais indicados no site da Câmara. Importa também referir que todas estas informações estão disponíveis nos sites das respetivas câmaras.

Olhando agora para o nosso município deparamo-nos com a total ausência da Câmara Municipal de Odivelas na resolução deste e de outros problemas que afetam todos os odivelenses. Mais ausência é notada quando visualizamos o site ou qualquer rede social da autarquia e não verificamos qualquer tipo de informação acerca de verdadeiras medidas de proteção social tomadas no âmbito do combate à pandemia. Temos, no entanto, uma Câmara que prefere adquirir 31 carros híbridos durante a situação mais crítica da pandemia, tendo sido feito um investimento que aproxima os 500 mil Euros para a remodelação da frota dos Vereadores e dos Diretores Municipais. Por outro lado, deparamo-nos com um Presidente de Câmara que afirma que os números de casos positivos de Covid-19 estão a aumentar porque Odivelas não beneficia com a sua localização geográfica, estando junto aos concelhos de Lisboa, Amadora, Loures e Sintra (Expresso, 13-06-2020).

Na fase inicial do Estado de Emergência, assistimos a várias publicações por parte da Câmara Municipal em que informavam os seus munícipes da sua oferta generosa de 15 ventiladores ao Hospital Beatriz Ângelo. Importa esclarecer os munícipes que, estes ventiladores fazem parte de um donativo proveniente de uma mecenas chinesa que fez esse donativo à Área Metropolitana de Lisboa, sendo equitativamente distribuído pelos vários concelhos desta área. Acresce o facto das IPSS e Associações do nosso município terem sido alvo de ofertas por parte da Câmara, isto segundo as publicações nas redes sociais da autarquia, a verdade é que a Câmara maioritariamente das vezes foi apenas um intermediário, os donativos foram feitos por entidades, como o Grupo Stellar (CMO, 22-05-2020) ou Lions Clube (CMO, 11-05-2020). A JSD Odivelas só pode assim verificar a total incapacidade por parte do executivo municipal de ter uma melhor gestão de forma a dar respostas à sua população, tendo a necessidade para ter alguma resposta social de recorrer à solidariedade de terceiros, retirando os logros e o mérito dos mesmos para si.

Após analise destes factos, a JSD Odivelas questiona-se perante tamanha incapacidade da CMO de garantir a proteção social dos odivelenses, mas que tem, no entanto, a capacidade para fazer publicações nas redes sociais em que afirma soberbiamente que tem atualmente 11 milhões de Euros de resultado líquido positivo referente ao ano de 2019 e conta com uma redução da dívida total de 3,7 milhões de Euros. Podemos apenas lamentar a total ausência de visão e incapacidade para proteger a sua população. 

Agora, no passado dia 14 de junho, a Câmara Municipal de Odivelas publica a distribuição de mais de 2.000 máscaras pela população mais vulnerável. Tendo em conta que a população de Odivelas ultrapassa os 140.000 habitantes, ficamos satisfeitos por saber que no nosso concelho apenas 1% da população, 2.000 pessoas estão dentro dos padrões do que se considera “população mais vulnerável”. Sendo a JSD Odivelas realista, identificamos aqui mais uma prova da fraca transparência que vivemos neste concelho: não houve qualquer levantamento das reais necessidades da população odivelense nesta fase, tendo sido estas máscaras distribuídas por pessoas já identificadas, com carências a nível alimentar. Deveríamos congratular o Presidente Hugo Martins por tal decisão, no entanto, somos incapazes de o fazer pelo descuido e abandono total do resto da população. 

Com isto, a JSD Odivelas propõe ao executivo da Câmara Municipal de Odivelas que reanalise a situação atual do Concelho, considerando urgente um sistema de distribuição generalizada de máscaras por todos os habitantes no nosso concelho. Estamos todos os dias entre os concelhos com maior aumento do número de casos e estes números não podem ser analisados com a leveza com que nos têm habituado. Face ao exposto, a JSD Odivelas em forma de protesto, procederá à colocação de uma máscara em grande escala numa das entradas do concelho, com uma mensagem muito direta ao nosso executivo camarário: “A CM Odivelas está de quarentena há quanto tempo? #MáscarasParaTodos”. Agradecemos mais respeito e consideração pelos odivelenses, somos afinal mais do que apenas eleitores!

A Comissão Política da JSD Odivelas


«Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades», certamente já ouvimos esta frase milhares de vezes e, neste tema em particular, esta expressão servirá de mote para a presente reflexão.
Desde os primórdios que ocorre a construção de monumentos com intuito de glorificar figuras ou momentos históricos, tomo como exemplo os faraós com as suas pirâmides e templos, ou os romanos que edificavam arcos de triunfo aos seus imperadores. Mas, assim como glorificavam certas figuras apagavam outras, os romanos em particular tinham o damnatio memoriae, em que os imperadores ordenavam a raspagem do nome de certos antecessores seus que tivessem sido depostos ou assassinados, este ato tinha como objetivo reforçar e marcar os atos criminosos daqueles imperadores, não o seu esquecimento. 
Contudo, a história regista casos mais infelizes, os nazis queimavam livros que eram contra a doutrina do regime, os soviéticos executavam quem desafiava aqueles que eram opostos aos factos transmitidos pelo regime e, talvez o melhor exemplo, é o lendário livro que aconselho todos a ler do George Orwell - “1984”, em que temos um regime que altera os factos como os deseja ou idealiza.
Com estes curtos exemplos apresentados, sou conduzido a uma questão quase óbvia, porém, a sua resposta é menos clara: a demolição de estátuas deve ou não acontecer?
Claro que depende da perspetiva, verificamos no caso das estátuas dos confederados nos Estados Unidos da América, símbolos óbvios da escravatura e do ódio, mas existe um facto bastante interessante, Robert E. Lee. Um dos principais generais dos confederados e talvez o mais conhecido, pois este era contra a construção de estátuas a generais confederados, no entanto as mesmas foram contruídas. Se estas devem ou não ser destruídas, de um ponto de vista histórico inicialmente afirmaria que não, comparando ao ato de queimar livros resume-se à mesma coisa, sendo nada mais nada menos que uma tentativa de alteração da história como que de uma vista de “olhos cor-de-rosa”. A história está rodeada de grandiosos e tristes ou infelizes atos, tanto os grandiosos como os infelizes devem de ser confrontados e não destruídos, caso contrário estaremos destinados a transformarmo-nos naqueles que combatemos.
 Porém, podemos de facto remover figuras históricas, no entanto a memória desta figura não é esquecida, um dos casos mais óbvios é Hitler. Não temos estátuas dele, não existe simbologia pública da sua ideologia, mas todos sabemos quem ele é e conhecemos o seu legado. Outro exemplo é o caso de Estaline, após a sua morte em 1953, entrou-se numa época de “destalinização”, em que se procedeu à demolição de estátuas públicas de Estaline, mais uma vez conhecemos o legado e, no entanto, não o temos à vista de todos pelas ruas. Com estes dois lados da moeda podemos concluir que, sim algumas estátuas devem ser retiradas, recentemente a República Checa removeu a estátua de Ivan Konen, um dos melhores generais soviéticos, no entanto a mesmas lembrava a ocupação soviética (que não foi muito simpática). Simpatizo com a ideia, mas não acredito que se deva fazer deste ato moda, seria uma tentativa de instruir amnésia à humanidade e como tal a história não se destrói, discute-se, se não recordarmos os nossos erros estamos condenados a repeti-los!
Agora, de um ponto de vista simbólico, ou por outras palavras, o que estas figuras representam, a situação pode tornar-se ainda mais problemática devido a uma questão também um pouco óbvia, que passa pela natureza humana. Assistimos a um caso perto de nós, a estátua de Padre António Viera, que foi vandalizada com palavras de ordem referentes à descolonização, o que prova uma vez mais que tudo chega a Portugal só que mais tarde. O Padre António Vieira destacou-se como um brilhante missionário, como a defesa dos povos indígenas do Brasil, contudo, também foi um defensor da importação de escravos oriundos de África para compensar a falta de mão de obra no Brasil, logo a partir desta pequena história observamos o problema de contarmos com figuras históricas que apesar de serem brilhantes tiveram certas controvérsias.
No caso de Marquês de Pombal, o poderoso ministro de D. José e responsável pela reconstrução de Lisboa, a introdução da primeira região demarcada da Europa no Douro conhecida como “Vinhas do Alto Douro”, também foi autor de grandes reformas económicas assim como da sua célebre frase «cuida-se dos feridos, enterra-se os mortos». Este também teve a sua “lista de pecados”, foi considerado o principal responsável pela execução dos Távoras, que chocou a Europa, assim como é conhecido pela perseguição cruel daqueles que o opunham. Agora, justifica-se destruir as suas estátuas? Não. O mesmo se aplica ao Padre António Viera que, para muitos, antes de toda esta situação, se calhar passavam por aquela estátua e nunca pensaram nela ou no seu significado, no entanto agora decidem vandalizá-la. Podem ter cometido vários atos que para os dias de hoje são considerados claramente errados, mas também temos de perceber que julgar estas figuras com a nossa moral atual não só é impossível como não se adequa. Para alguns é apenas uma estátua, mais uma entre muitas, para outros é um símbolo de algo nefasto, agora, cabe a cada um respeitar e aprender tanto com os êxitos como com os erros destas figuras, se assim for feito as estátuas estão a servir o seu propósito.
Por outro lado, temos outras figuras históricas ligadas ao colonialismo que merecem a condenação merecida, o caso do rei D. Leopoldo II da Bélgica, conhecido por ter transformado o Congo na sua propriedade privada conhecido como o Estado Livre Do Congo, não como uma possessão belga, mas sim a possessão deste rei responsável pela morte de 10 milhões de congoleses. Foi sem dúvida condenável e, neste caso, tal como referido anteriormente, também simpatizo com a remoção da sua estátua, ao retirá-la não significa que estamos a remover a sua memória, mas de facto na época da sua existência, Leopoldo recebeu uma condenação internacional, relembro que estamos a falar no séc. XIX, a época dourada dos impérios europeus e, no entanto, estes mesmos impérios condenaram as ações deste rei. 
Agora, qual a minha conclusão? Bem, na realidade é que destruirmos estátuas não vai remover as ações cometidas nem as vai remediar, porém, tivemos figuras públicas que foram removidas e, no entanto, conhecemos essas figuras. O meu receio debate-se com a questão de que serão as pessoas capazes de se recordar dos atos e destas figuras? Talvez numa frase nunca dita, Hitler e Estaline dão-me uma visão otimista, sim a história perdurará. Mesmo assim, executar julgamentos sumários a pessoas que já não se podem defender não só é injusto como contraprodutivo, o melhor juiz e talvez o mais imparcial é a história. Isso é o mais importante, se começarmos a escolher aquilo que queremos ou não queremos por causa do seu legado sombrio, estamos só a ser infantis, incapazes de enfrentar a realidade. 
Da próxima vez que olhares para uma estátua, em vez de a julgar, deves olhar para ela como uma forma de inspiração a ser melhor do que o passado, se isso acontecer significa que a sua verdadeira mensagem está a ser passada de geração em geração!

Guilherme dos Prazeres - Vogal da JSD Odivelas


Pela liberdade, igualdade e solidariedade!
Cresci e vivo num dos concelhos com maior multiculturalidade do país, onde conhecemos diversas nacionalidades, culturas, raças e etnias. Não sei precisar ou explicar o quão normal é esta realidade para mim mas, a verdade é que esta é a realidade que eu melhor conheço e entendo, quero com isto dizer que, para mim não existem diferenças entre seres humanos, cada individuo tem as suas características e é isso que nos distingue uns dos outros, no entanto, enquanto pessoas somos todos iguais, devendo ter todos acesso aos mesmos deveres, direitos e igualdade perante a justiça. É importante referir que provavelmente penso desta forma e tenho alguns dos valores que tenho nestas questões por ser odivelense. 
Assistir à situação que ocorre atualmente nos Estados Unidos da América não me deixa de todo confortável, consciencializando-me que em pleno século XXI existem situações de tamanha injustiça, neste momento o caso de George Floyd é tão discutido e mencionado porque foi filmado. As questões com que mais me debato nestes últimos dias são: quantos Georges neste mundo não foram filmados? Quantos mais continuarão sem o ser? Pior, quantos mais Georges são filmados, são testemunhados e não é obtida qualquer tipo de justiça social? 
São levantadas várias questões quando acontecem este tipo de cenários, desde as questões do racismo, às diferenças económico-sociais, as questões de cultura, de pobreza, do abuso policial, entre outras. Na realidade resume-se tudo a um ponto único.
É nestas alturas que percebo perfeitamente que me encontro no partido político certo, que a camisola que visto e bandeira que defendo são sem dúvida as mais justas. As três setas existentes e características da social democracia tiveram origem na Alemanha e, estas simbolizavam três fatores: o poder político e intelectual, a força física e a força económica e social, revendo estes fatores como a melhor forma de combate ao nazismo, comunismo e fascismo. No fundo, a social democracia aparece na Europa como a solução contra os sistemas totalitários. Espalhando-se posteriormente um pouco por toda a Europa, adaptou-se às sociedades e países de atuação, sendo que, em Portugal as setas simbolizam os valores fundamentais da social democracia: liberdadeigualdade solidariedade
Quando assistimos ao abuso de poder na primeira pessoa sentimo-nos injustiçados e devemos tomar algum tipo de atitude, com o intuíto de não sofrermos ou sermos afetados por terceiros que usem indevidamente algum estatuto apenas por ser um superior hierárquico na escola, no trabalho, no seio familiar ou em qualquer lugar ou serviço, mesmo que esse serviço se destine à proteção e segurança da população. Nada nem ninguém está acima da lei, sabemos que vivemos num mundo desigual onde nem todos os indivíduos têm a oportunidade de alcançar os direitos humanos, no entanto, nada justifica que em Estados minimamente desenvolvidos se verifiquem situações como as de George. Com isto não estou a querer dizer que os Estados Unidos da América são um país minimamente desenvolvido, pelo menos não o aparentam ser, mas quando assistimos a situações destas questionamo-nos se esta é realmente uma das maiores potências mundiais. Como é que podemos ser tão grandes e tão pequenos ao mesmo tempo? Na mesma semana em que lançam uma nave tripulada para uma estação espacial, um homem, nesse mesmo país, é asfixiado até à morte por um agente de segurança pública em plena luz do dia na via pública, encontrando-se várias pessoas a assistir a pedirem ao agente para parar e ainda assim, o mesmo decide não parar enquanto George afirmava ofegante que iria morrer se o polícia assim continuasse. 
Debato-me com o entendimento do significado de igualdade de oportunidades e igualdade de direitos. Todas as sociedades têm os seus problemas sociais, questões que dificultam o seu quotidiano, a desigualdade social está presente um pouco por todo o lado do globo, mais evidente em certas áreas comparativamente a outras. Deste modo, constata-se que ainda não foi alcançada a “sociedade ideal” e não o será enquanto existirem desigualdades sociais de tamanha dimensão.
Por outro lado, assistimos às consequências destrutivas causadas por estas desigualdades e injustiças, originando protestos e retaliações por parte de manifestantes a governos que não têm a capacidade de assegurar, proteger e dignificar a própria vida humana da sua sociedade. Grande parte da população nos EUA sente-se injustiçada e apela ao seu governo e às organizações mundiais competentes que obtenha e aplique soluções de forma a erradicar situações como as do George. No entanto, verificam-se atitudes de total desespero entrando num campo criminal, combatendo atos criminosos com outros atos criminosos. A História tem a capacidade de nos explicar que desta forma só são provocados mais problemas e desigualdades sociais. 
Quando procuramos justiça devemos ser superiores àqueles que levam a cabo as injustiças, demonstrando-lhes que existem formas e regras adequadas para se viver em sociedade. Deve ser clara a mensagem a passar a pessoas como o agente que assassinou George: somos iguais independentemente do estatuto social, do meio em que se nasce, da nacionalidade, da cor da pele, da profissão, da idade, das capacidades físicas ou motoras, do sexo ou entidade de género, do grau de escolaridade, entre todas as outras características que nos possam diferenciar. Enquanto a humanidade na sua totalidade não se consciencializar de que as diferentes características não nos separam e são irrelevantes na nossa passagem pelo mundo, infelizmente mais casos como os de George vão ocorrer, quer longe ou perto das câmeras. 
É urgente e necessário que as pessoas que lutam pela igualdade se unam e demonstrem a todos os outros que existe revolta, mas enquanto se lutar com as armas físicas os problemas e diferenças sociais não estão realmente a ser combatidos e, assim, nunca terminarão. É necessário apresentar as soluções e persuadir o resto da população à verdadeira paz social, apelando à igualdade social. 
O George certamente se tornou imortal na memória de todos nós, no entanto a revolta que acontece atualmente nos EUA não me suscita segurança ou paz. Ainda não consegui precisar se esta é uma questão de racismo, pergunto-me se aquele polícia não agiria da mesma forma se o George fosse mais semelhante (fisicamente) a ele? A realidade é que nunca vamos ter a resposta a essa questão, pois a ser verdade, o agente não o irá admitir. No início deste artigo referi que, na minha opinião, todas as questões levantadas com a situação que hoje se discute a nível mundial se resumem a um único ponto, casos como os deste afro-americano já não se tratam de questões politicas ou da sociedade, trata-se de uma questão de humanidade dependente de cada um de nós.         
Marta Pinto - Presidente da JSD Odivelas 





Regulamento

#TorneioLigateAosJovens


Estamos a atravessar uma situação completamente nova e anómala à nossa realidade, devemos todos adaptar-nos a este problema e proteger, tanto a nós próprios como a todos os outros. Para isso devemos manter-nos em casa sempre que possível, e aprender a estar com os outros de forma distante. 
Vivemos a “Era Digital” e temos a tecnologia, o que nos ajuda bastante a ultrapassar as dificuldades que o isolamento social nos oferece. Assim, a JSD Odivelas propõe um torneio de ESports (desportos eletrónicos) e, em parceria com as Associações de Estudantes da Escola Secundária de Odivelas e da Escola Secundária da Ramada, juntos combateremos o isolamento social! 



Geral

  • O jogo será o Legue of Legends
  • Equipas de 5 jogadores
  • Mapa Summoner s Rift
  • Modo de jogo Tournment Draft
  • Participação máxima de 16 equipas
  • Data do torneio: 25 e 26 de abril

Moldes do Torneio
  • Cada equipa irá ter uma hora especifica para jogar
  • Double Elimination Bracket 
  • Cada equipa deverá eleger um porta-voz

Inscrições


A equipa vencedora contará com um prémio de 3250 RP para serem utilizados no jogo League of Legends. Com esta iniciativa, a JSD Odivelas tem como principal objetivo chegar aos jovens do concelho, demonstrando que juntos ultrapassaremos rápido esta situação e que, a JSD discute os problemas dos jovens tentando sempre propor ideias que combatam esses mesmos problemas sociais.

               

LIGA-TE A ODIVELAS!

  













A JSD Odivelas vem por este meio informar que não se fará representar no 38.º Congresso do PSD que irá realizar-se nos próximos dias 7,8 e 9 de fevereiro em Viana do Castelo, devido a divergências políticas com o PSD Odivelas.

A JSD Odivelas tem desenvolvido um trabalho ímpar e amplamente reconhecido no que respeita à sua mobilização e participação nos momentos mais decisivos e importantes da vida não só do PSD mas também do PSD Odivelas. O amor à camisola e o sentido de responsabilidade tem-se sobreposto sempre aos sacrifícios realizados pela JSD Odivelas para que nos apresentemos nestes momentos de forma mobilizada, empenhada e galvanizadora.
Nas eleições diretas do passado dia 11 de janeiro, a Lista A, encabeçada pela Deputada Sandra Pereira elegeu quatro delegados para o 38º Congresso do PSD (mais a inerência do Presidente da Comissão Política do PSD Odivelas e ainda a inerência já salvaguardada antes das eleições da atual Presidente de Mesa, Deputada Sandra Pereira, cabeça de lista da Lista A). 
A Comissão Política da JSD Odivelas, como tem sido hábito desde há 4 anos para cá, tem trabalhado em conjunto com o PSD e consequentemente integrado as suas listas com base em acordos prévios definidos em reunião, resultado esse que faria com que o nome indicado pela JSD Odivelas, João Correas, Vice-Presidente da Comissão Política, assumisse a responsabilidade de ser o 5º elemento do PSD Odivelas no próximo congresso nacional, sob a garantia da utilização das inerências supra referidas.
Após o ato eleitoral e após a congratulação da JSD Odivelas pelos seus pares pela eleição do seu delegado, de forma inesperada, a 1ª Delegada ao Congresso do PSD pela Lista A, Sandra Pereira, decidiu recusar a sua inerência enquanto Deputada à Assembleia da República e impedir a participação ativa da JSD no 38º Congresso. Esta posição assumida recentemente e a poucos dias do congresso atirou o nome indicado pela JSD Odivelas para um lugar automaticamente não elegível, pondo em causa a representatividade da Concelhia de Odivelas.
Sempre nos pautámos pelo trabalho e pelas boas relações institucionais estabelecidas com o PSD Odivelas, nunca o negando e dizendo sempre presente aos desafios que nos eram colocados. A JSD Odivelas tem estado sempre com o PSD, ao lado do PSD. Nunca nos aborreceu ser a cara jovem do PSD Odivelas, nunca recusámos o trabalho que se exige das responsabilidades que temos, nunca negámos ao PSD Odivelas qualquer participação em atividades institucionais da JSD e procurámos sempre potenciar aqueles que assumiam os cargos de maior relevo na estrutura do PSD local. Ao longo dos anos, trabalhámos sempre com a maior honestidade, frontalidade e amizade junto daqueles que vão liderando o PSD ano após ano e que ao longo desse tempo têm cada vez mais procurado desligar-se da JSD, provocando atritos institucionais ainda que não hesitem em gabar-se de que têm a melhor JSD do país nos círculos social-democratas.
Ainda ontem, o ex-líder do PSD e ex-Primeiro-Ministro de Portugal, cidadão que tanto estimamos, Pedro Passos Coelho, dizia-nos: “Temos de saber acomodar as nossas divergências e saber comportar-nos à altura daqueles que estão a ouvir, que não estão nada interessados em saber das nossas zangas. Isso não interessa para nada. As nossas zangas são connosco. Não temos de maçar as pessoas com elas, a não ser que sejam coisas importantes. Se são importantes vamos lá  debater. Uma vez que estão arrumadas, estão arrumadas.” 
A JSD Odivelas tem sido um exemplo nesta matéria, procurando sempre abordar as suas divergências em local próprio, internamente e respeitando o que está previsto estatutariamente. O órgão próprio para, ao caso, tratar destes assuntos, é a Assembleia de Militantes Concelhia, local onde sempre expusemos as nossas divergências ou partilhamos as nossas felicidades. Infelizmente, este órgão não reúne desde o processo eleitoral para o PSD local, sendo que antes disso esteve aproximadamente um ano sem apresentar qualquer convocatória, exceto para Plenários de Autarcas (não previsto estatutariamente). Por essa razão sentimo-nos obrigados a ir contra o princípio essencial no qual nos pautamos e sempre defendemos, assuntos internos tratam-se em casa. Enquanto nos continuarem a fechar as portas de casa, ou a deixarem-nos à luz das velas, não poderemos partilhar o que outrora partilhámos com esta geração que lidera o PSD há 8 anos. Não existe um momento desde 2011 que aqueles que atualmente lideram a JSD Odivelas não tenham estado ao lado do atual Presidente da Comissão Política, ou em particular, da atual Presidente da Assembleia de Militantes do PSD. 
É com este registo que todos conhecem a JSD Odivelas, como tal, não podemos aceitar tremenda falta de respeito e de lealdade. Recusamos a ser meros observadores nos momentos importantes da vida do nosso partido, momentos esses em que a JSD Odivelas tem deixado a sua marca. O PSD Odivelas não pode exigir dedicação à JSD ou qualquer tipo de trabalho conjunto, quando continua apenas a preocupar-se com o que a JSD representa quando lhe é necessário e urgente. 

A Comissão Política da JSD Odivelas

JSD Odivelas lança nova campanha: Da Teoria à Prática – Decide Por ti!


1975, a Assembleia da República vai a eleições pela primeira vez com aproximadamente 91,5% de eleitores a votar. 

40 anos depois... 

55,9% dos eleitores decidem qual o partido mais votado para a Assembleia da República (2015) 
2019, Portugal bate o recorde de abstenção de votantes numa eleição. As eleições europeias contaram com apenas 30,7% de eleitores a votar. 

Este tema dava para uma série. Cada temporada podia ser baseada nos diversos processos eleitorais. Cada episódio podia ser de acordo com as mensagens que as personagens que se apresentavam a eleições fossem passando. O problema é que, no dia seguinte, não passavam de falas de uma temporada anterior em que já não faziam parte do guião da temporada seguinte. 
Este ano, uma temporada importante para o futuro do nosso país, tivemos as eleições para o Parlamento Europeu e agora estamos à porta das eleições para a Assembleia da República. Com isto tivemos um ano em campanha eleitoral em que cada partido apresenta as suas propostas e defende o que é supostamente do interesse nacional. A JSD Odivelas, achou que o melhor seria combater o vilão de todas as temporadas, aquele que tem sido o grande vencedor dos últimos anos nas eleições em Portugal: a Abstenção. 

A Abstenção tornou-se no maior “partido” português ao longo destas últimas décadas e a prova disso é a evolução da taxa de abstenção. 

Perante este cenário, entendemos que não podemos ser indiferentes a esta questão. A razão de acreditarmos que para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária é necessária a participação democrática de todos os eleitores em Portugal. Votar é o direito mais importante da vivência em sociedade. É de uma importância extrema escolher o que queremos para o nosso futuro e não deixarmos que o processo de escolha passe apenas por um grupo cada vez mais reduzido de pessoas. 

O voto, não sendo obrigatório, serve como o poder de “clicar no play” cada vez que iniciamos uma nova série, uma nova temporada, um novo episódio. O risco de um dia voltarmos a perder esse direito e com isso perdermos a nossa voz é demasiado relevante para não fazermos parte desta série. 

Perante este cenário a JSD Odivelas lança hoje uma campanha de sensibilização à participação nestas eleições. Da Teoria à Prática – Decide por ti! Ao longo destes dias, mostraremos como do combate à abstenção se pode fazer uma série, com direito a mais que uma temporada. Nas eleições para o Parlamento Europeu promovemos também uma campanha de combate à abstenção, desta vez vamos um pouco mais longe. Vamos mostrar-te como votar pode ser um tema para uma série da Netflix. 

A Comissão Política da JSD Odivelas



Há 7 anos atrás, em 2012, quando nos apresentámos a eleições pela primeira vez, achámos que a mensagem era Agarrar o Futuro. Os militantes entenderam que não era a altura certa para termos a oportunidade que sentia que merecíamos. Em 2014, 2 anos depois, voltámos a apresentar um projeto, desta vez com a mensagem de que eramos, e somos, uma Geração Por Odivelas. Embora estivéssemos convencidos que esta geração por Odivelas estava pronta para agarrar o futuro, só em 2016, quando entendemos Antecipar Odivelas é que os militantes da JSD nos deram a oportunidade/responsabilidade de assumir a direção da Comissão Política Concelhia.

Passados 3 anos, não só agarrámos o futuro, como nos tornámos a geração de Odivelas que antecipou uma nova dinâmica e se tornou a voz da juventude em Odivelas e a voz de Odivelas no seio da juventude portuguesa. Ao longo deste percurso, entendi que era fundamental criar uma nova forma de estar na JSD, incentivando à participação de quadros mais jovens e promovendo a ascensão dos mais velhos a outros voos. Optei, enquanto Presidente, por elevar o papel da Concelhia de Odivelas aos patamares mais altos das estruturas distritais e nacionais e lutei por garantir que voltávamos a ser um agente de referência na política autárquica odivelense. Consoante fomos desenvolvendo o nosso trabalho, estes objetivos foram sendo alcançados. Ganhámos o direito de dizer que somos a tua voz! A voz de qualquer jovem no panorama nacional e de qualquer odivelense no panorama local.

Embora a prestação de contas do trabalho desenvolvido tenha ocorrido no último plenário deste mandato, não posso deixar de referenciar aquelas que foram as grandes vitórias de uma geração que mais tarde ou mais cedo estará a liderar os destinos do Município de Odivelas e respetivas Freguesias.

Mal iniciámos a nossa liderança, garantimos a Vice-Presidência do Congresso Nacional da JSD, a função mais relevante que algum militante da JSD Odivelas alcançou até hoje em 40 anos de história concelhia. Este feito permitiu-nos iniciar um dos objetivos principais, tornar a concelhia de Odivelas uma referência no seio de uma estrutura de 20 mil pessoas. De seguida, revolucionámos a estratégia de comunicação da concelhia e começámos a defender as nossas bandeiras.

Excluindo as diversas atividades que fazem parte da responsabilidade de qualquer concelhia, como as diversas visitas escolares, as campanhas de arranque de ano letivo, as reuniões com direções de escola e as centenas de eventos em que mostramos a nossa capacidade de mobilização, orgulho-me de poder dizer que alcançámos grandes feitos ao longo deste mandato.

Fomos os primeiros no país a falar do problema que se estava a viver na habitação, denunciámos o abuso dos valores praticados no aluguer de quartos no Concelho Distrital da JSD em 2017 com a moção “Por uma Cama e uma Secretária”, lançámos o programa Habita Aqui de revitalização e recuperação do Centro Histórico de Odivelas para habitação a custos controlados, curiosamente um projeto que é hoje amplamente divulgado pela Câmara Municipal de Odivelas. Criámos o Arraial da Juventude onde reunimos anualmente mais de 100 jovens para chamar a atenção da importância de políticas de atração de jovens e de lazer responsável no nosso concelho. Elegemos uma das maiores estruturas de representantes jovens nas eleições autárquicas de 2017 e a partir desse momento começámos a fazer história.

Assim que os autarcas da JSD tomaram posse, apresentámos a proposta de vitalização e dinamização do Banco de Voluntário Municipal de Odivelas, assim como a adoção de medidas de criação ou recuperação das estruturas de voluntariado das juntas de freguesia. Lançámos o projeto SOS J, onde fizemos a maior recolha de bens que há registo, tendo chegado a milhares de pessoas através de várias iniciativas de distribuição de bens cooperando com dezenas de instituições de solidariedade social. E em 2018 alcançámos 3 dos maiores feitos da história da JSD de Odivelas.

Lançámos a maior campanha de recolha de lixo alguma vez feita em Odivelas, com a recolha de milhares de litros de lixo, que gerou um debate tremendo entre os municípios de Odivelas e Loures. Colocámos em causa o papel dos SIMAR na recolha do lixo, a Câmara Municipal e Juntas de Freguesia foram obrigadas a admitir que tínhamos um grave problema para resolver. Esta campanha levou-nos a 26 mil pessoas via redes sociais, tendo contribuído para sermos considerados a concelhia com melhores práticas do país. Este segundo feito é um dos maiores orgulhos que posso sentir. Ser considerada a concelhia com melhores práticas do país num concurso em que os júris são os ex-Presidentes da Juventude Social Democrata é a cereja no topo do bolo. Nomes como Pedro Passos Coelho, Pedro Pinto, Carlos Coelho ou Duarte Marques entenderam que a JSD de Odivelas, em consequência do seu trabalho e da campanha de recolha de lixo (que durou 2 meses), era a melhor concelhia do país foi sem dúvida o maior orgulho que alguma vez pensei sentir neste percurso. 

O terceiro, aquele que considerei ser sempre impossível, foi termos conseguido a aprovação de uma proposta política na Assembleia Municipal de Odivelas que prevê a recuperação do Skate Park de Odivelas. Esta aprovação obrigou a Câmara Municipal de Odivelas a integrar esta obra no Orçamento Municipal e nas Grandes Opções do Plano. Nunca a JSD tinha conseguido ver aprovada uma proposta sua num município maioritariamente de esquerda ou socialista. Falta ainda ver a recuperação avançar, mas considero que fizemos o nosso papel, não fugimos da nossa responsabilidade e falta agora fiscalizar e garantir que o Partido Socialista e o Município de Odivelas cumprem com o que já está legalmente estabelecido.

Para além destes 3 grandes feitos, fomos ainda capazes de denunciar o que se passava no Cartão Jovem Municipal de Odivelas e de apresentar diversas propostas para a recuperação do espaço do Mosteiro de Odivelas e sua futura utilização.

No fim, considero que tivemos a capacidade de fazer um grande percurso, elevar a JSD e Odivelas, colocando os interesses dos cidadãos em primeiro lugar. Fomos um exemplo para o PSD e para os outros partidos políticos, marcámos o ritmo e deixámos, dentro das nossas competências, obra feita para o futuro. Hoje, a única coisa que considero termos falhado foi o crescimento em número de militância, em linha com o resto dos partidos políticos e consequência do afastamento da população. Este, sem dúvida, o maior desafio dos que vêm a seguir. Ao dia de hoje saio da presidência com uma JSD Odivelas unida, forte, com um futuro garantido e com a futura comissão política mais nova da sua história. Tornámo-nos referência nacional e somos um exemplo para os outros. Perdoem-me a falta de modéstia, mas tal como o concurso indica, somos a melhor concelhia do país.



Chegou o momento de cumprir com o principal argumento da minha primeira candidatura, agarrar o futuro, renovando e promovendo o desenvolvimento da estrutura dando lugar a outros. É a hora de termos a Marta Pinto a liderar a JSD de Odivelas, a melhor Secretária-Geral da história desta concelhia, de termos novos quadros a surgir, trazendo novas visões, mais irreverência e o espírito que sempre caracterizará um jota, sem medo, sem amarras, com um mundo cheio de sonhos, a esperança de mudar o mundo e todo um mar de ideias para a melhoria da qualidade de vida de todos. Foi assim que entrei aos 14 anos na JSD de Odivelas, embora tenha aceite o lugar de honra de vogal suplente na candidatura Liga-te a Odivelas, é assim que saio da atividade política diária da JSD de Odivelas aos 26. Passados 12 anos, é hora de Ligar outros a Odivelas e seguir com outras responsabilidades, outros projetos, mas sempre pronto e disponível para contribuir para este concelho, para esta juventude e para este partido.

Foi um gosto, um prazer, um orgulho servir a JSD de Odivelas!

Liga-te a Odivelas, porque nós Somos a Tua Voz!



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