Halloween Costume ideas 2015
Articles by "Manuel Pereira"
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No mês passado, mais precisamente no dia 21 de Dezembro cumpriu-se mais um acontecimento que, com o passar do tempo, se tem tornado numa tradição entre os membros da comissão politica da JSD Odivelas. E como o Natal é uma época reservada para a família, a nossa família laranja realizou uma vez mais o seu tradicional jantar de Natal.

Desta feita, o jantar de Natal decorreu no restaurante A Floresta, localizado na Póvoa de Santo Adrião. Este foi um aspecto que permitiu a todos os presentes no jantar o conhecimento de mais um espaço agradável dentro do concelho de Odivelas, evitando que a rotina do mesmo sítio se instale. Por outro lado, a rotatividade dos locais escolhidos para a realização deste tipo de eventos acaba por se tornar em mais uma estratégia para dar a conhecer a todos os que estiveram presentes os diferentes locais existentes no nosso concelho, algo que tem sido uma das bandeiras da JSD Odivelas: dar a conhecer o concelho a todos os seus militantes.

Retornando ao jantar propriamente dito, este decorreu sempre num clima de boa disposição entre todos os presentes. De forma a evitar que a monotonia se pudesse instalar, os membros da comissão organizadora resolveram brindar todos os presentes com diversas actividades que decorreram ao longo do jantar. Começando pelo início, a primeira novidade relacionou-se com o dress-code do jantar. Concomitantemente relacionado com a beleza do espaço fisíco em si, a comissão organizadora propôs um dress-code mais formal para todos os presentes. Entrando no espaço do restaurante, todos tiveram oportunidade de tirar pelo menos uma fotografia, com o nosso painel de natal como background. Ao entrarem na sala, os presentes puderam reparar que todos os lugares da mesa estavam reservados com o nome de cada um.

A refeição foi aprazível e recheada de boa disposição e tornou-se num momento ideal para que todos pudessem pôr a conversa em dia, ao som de variadas gargalhadas nos momentos de brincadeira que caracterizam os membros desta comissão. Durante o jantar, foram várias as vozes que referiram a sua curiosidade relativamente ao que estaria a ser preparado. Citando uma das presentes: “Este jantar parece ter truques em todo o lado”. Bem…os truques foram revelados mais próximos do fim.

Começou então o momento das revelações. A primeira revelação foi a realização de um Quizz de Natal. No lugar reservado, estava igualmente a letra de uma de quatro equipas. Cada equipa responderia a dois conjuntos de perguntas, um relacionado com cultura geral e outro relacionado com cultura Odivelense. Foi um momento em que todos os presentes puderam interagir nas diferentes equipas, criando uma maior proximidade entre as diversas pessoas. No intervalo do Quizz, revelou-se a segunda surpresa: a eleição do Mister e da Miss JSD Odivelas 2013. Aos dois vencedores, foram entregues uma faixa de cada um com o título desejado por muitos. Posteriormente realizou-se a segunda ronda do Quizz, com a entrega de um prémio à equipa vencedora.

Na meta final, guardou-se o momento mais esperado para o fim: a troca de prendas. Este momento destinou-se apenas aos membros da Comissão Política. Contudo, os convidados fora da JSD Odivelas receberam uma recordação do nosso jantar. Pode-se considerar a troca de prendas o momento alto do jantar: cada membro foi chamado individualmente para receber o seu presente e, com base na prenda recebida, teria de adivinhar a pessoa que a deu. Foram incontáveis as gargalhadas que se geraram ao longo da troca de prendas, aumentando ainda mais a boa disposição de todos.
O jantar terminou com uma saída pela noite dentro.

Foi mais um jantar da JSD Odivelas que ficará na memória de todos! 


O dia 5 de Julho fica marcado por mais uma decisão imcompreensível de um tipo de agencias que, cada vez mais, o mundo económico põe em causa. A agencia de notificação Moody’s baixou em quatro níveis o rating de Portugal, colocando em Ba2, considerado no contexto económico como lixo.

Já anteriormente tinha aqui escrito que a governação socialista nos tinha conduzido a um afundamento no rating internacional. Com medidas desproporcionadas e uma resposta à crise tardia, Portugal viu cada vez mais a sua economia limitada a nivel da receita e exacerbada ao nível da despesa. Não tendo capacidade para se afirmar nos mercados internacionais, a confiança em torno de Portugal afundou-se, com o reconhecimento deste facto por parte da União Europeia. É do conhecimento global os diversos avisos lançados por este organismo para a adopção de estratégias face à crise. Com esta conjuntura, o nosso rating iniciou a sua descida fulminante.

Contudo, decorreram várias mudanças que influenciaram a nossa situação económica. A saber, a queda de um Governo e a ascensão de outro; um acordo com o FMI e a União Europeia para um empréstimo de 78mil milhões de euros, com a redacção de um memorando onde constam as directrizes a serem seguidas para a concretização da meta de redução do défice; a criação de um programa por parte do novo Governo para a aplicação, não apenas dessas medidas mas de outras que, conjuntamente, permitiriam reduzir a despesa e potenciar o crescimento económico; e o início da aplicação das mesmas. Toda esta conjuntura criou, dentro da União Europeia e do FMI, a confiança necessária para o avanço da primeira parte do empréstimo e da recuperação económica por parte de Portugal para o regresso activo ao mercado internacional. De acordo com a nova directora-geral do FMI, Christine Lagarde, aquando de uma conferência de imprensa sobre a situação económica da Grécia, Christine Lagarde cita Portugal como um exemplo de coesão política face à crise económica. É perante toda a confiança depositada em Portugal e no novo modelo de governação que a agencia Moody’s…corta no rating de Portugal em quatro níveis equiparando-nos ao…Bangladesh. Será na sua globalidade a nossa situação económica idêntica à deste país?

Todos os dados apontam para a resposta óbvia: não. Contudo, existe uma entidade que nos equipara a tal. Quem diz de Portugal, diz dos seus municípios, e empresas, ao ponto de todas elas terem visto o seu rating ser reduzido para o lixo.

Curiosamente dois dias após o corte do rating pela Moody’s, a Standart and Poor’s, veio a público afirmar que não cortaria no rating de Portugal, uma vez que considerava estarem reunidas as condições para serem cumpridas as metas propostas. Perante a mesma conjuntura, duas observações diferentes. Até aqui, nada de novo. O problema cinge-se em ter alguma entidade que, com um determinado acto, prejudica a estabilidade que se procura criar em torno de uma nação. Este é o melhor caso de tal facto. Fica abalada uma estabilidade reconhecida internacionalmente por um acto que não se torna consensual pelos diversos avaliadores existentes. Este acaba por ser o efeito do rating no mundo.

Cada vez mais observamos no nosso dia-a-dia um conjunto de situações que são consideradas como catástrofes. Embora a sua índole possa ser com base em fenómenos naturais ou antrópicos, as suas consequências são imensuráveis, tanto a nível material como, sobretudo, humano. Associado a este factor, a sua imprevisibilidade potencia de sobremaneira o risco de afecção da população residente nas zonas afectadas. Com base nesta conjuntura, tornou-se necessário a criação de mecanismos que permitam fazer face a este tipo de situações, não para preveni-los, mas para providenciar apoio e ajuda a quem por elas for afectado. Mais importante que serem criados, é imperativo que a população conheça os mecanismos de acção existentes em situações de catástrofe. Neste âmbito, os membros da JSD Odivelas participaram numa acção de formação sobre o Plano Municipal de Emergência do concelho de Odivelas. Esta formação decorreu na sede dos Bombeiros Voluntários de Odivelas.

Constituída por duas partes, a primeira foi direccionada para a apresentação e debate do Plano Municipal de Emergência de Odivelas. Tendo sido apresentado pela Dra. Lara Sá, membro da Comissão Municipal de Protecção Cívil, este período demonstrou-se de enorme riqueza para todos os participantes, devido às questões lançadas pela plateia e o debate que se gerou em torno das mesmas. Com base nos quatro objectivos definidos pela Protecção Cívil (prevenir, atenuar, socorrer e apoiar), a apresentação teve por base a origem dos fenómenos de catástrofe, sendo estes naturais ou antrópicos. Partindo deste ponto e associado aos objectivos supra-citados, está constituído um plano (disponivel no site da Camara Municipal de Odivelas) que assenta em quatro partes: os critérios de resposta, a organização da resposta, a área de intervenção e as informações complementares. Dado o contexto deste plano ser o concelho de Odivelas, foi igualmente apresentada uma análise de risco, para os diversos fenómenos, do nosso concelho. Desta forma, fomos sensibilizados para zonas que apresentam um grau mais elevado de risco, zonas que cruzamos no nosso dia a dia ou até vivemos, e cuja atenção para tal facto pudesse estar mais reduzido. Por último, foram apresentadas simulações de situações de catástrofe nas zonas de maior risco, assim como a localização dos pontos de encontro, ambulâncias e hospitais de campanha.

A segunda parte foi apresentada pelos membros da corporação dos Bombeiros Voluntários de Odivelas. Inicialmente planeadas três formações, devido à extensão de tempo que a primeira parte gerou, foi apenas apresentada uma prelecção sobre incêndios e formas de actuação. Com base em métodos expositivos e demonstrativos (utilização de extintores), e num ambiente menos formal, a plateia foi elucidada para a origem de incêndios, classes de fogo e utilização correcta de extintores face à classe de fogo, assim como o armazenamento de substâncias inflamáveis no domicílio. As apresentações sobre chamada de emergência e suporte básico de vida ficaram de ser agendadas para outra data.

A avaliação desta actividade revelou-se extremamente positiva, uma vez que o conhecimento deste plano permite ao cidadão comum agir em maior conformidade e necessidade face à situação que se apresenta perante ele. Uma actuação eficiente poderá ser o necessário para se ajudar a minimizar perdas, especialmente a nível humano. Torna-se nossa missão alertar os nossos cidadãos para a importância de se conhecer a forma de actuação correcta face a situações de catástrofe, de forma a que todos possamos responder mais eficientemente às necessidades que se geraram face a situações de catástrofe.

Eleita com 186 votos a favor, Maria Assunção Andrade Esteves tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência da Assembleia da República, figura de tal importância estatal, apenas superada hierarquicamente pelo Presidente da República. A sua vitória pode ser encarada de diversas vertentes.

Em primeiro lugar, pelo plano político. Maria Assunção Andrade Esteves encontra-se ligada a diversos momentos governativos. Na era de Cavaco Silva enquanto Primeiro-Ministro, Assunção Esteves (A.E.) pertencia à bancada do PSD da AR, enquanto deputada. Já com Durão Barroso, A.E. torna-se Presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. Eleita nas Europeias, passou a ocupar um lugar no Parlamento Europeu, como deputada. A sua vasta experiência a nível político acabou por lhe conceder todo o mérito e justiça nesta eleição, sendo esta última um reconhecimento suimultâneo da sua importância a nível nacional. Junto a isto a longevidade e competência que apresenta ao serviço dos diversos governos que representou, subscrito pela aposta constante dos líderes e primeiros-ministros pertencentes ao PSD. Será, sem dúvida, uma mais-valia para a Governação em Portugal.

Em segundo, mas não menos importante plano, Assunção Esteves tornou-se, simultaneamente, a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente de Assembleia da República. Numa altura em que continuam a vir a público constantes notícias relativas a discriminação contra as mulheres, Assunção Esteves dá mais uma prova da sua força de carácter. No seu discurso, dedicou esta vitória eleitoral a todas as mulheres oprimidas. Já no passado, Maria de Lurdes Pintassilgo ocupara o cargo de Primeira-Ministra, agora Assunção Esteves no lugar de Presidente de Assembleia da República. Ambas demonstraram que a competência, motivação e trabalho são os principais ingredientes para o encontro com o sucesso e que o género não é o determinante principal para a ocupação de um cargo político. Uma boa lição para todos os que discriminam.

Será de pessoas assim que a nossa nação precisa, pessoas que ignoram o preconceito e o estigma social e se entregam de corpo e alma às suas crenças, convicções e motivações, aliadas ao árduo trabalho diário, na constante busca do sucesso. Assunção Esteves é o mais recente exemplo disso, de uma história de sucesso.

Foram recentemente divulgados os resultados das provas de aferição dos 1º e 2º ciclos do ensino básico e o resultado foi algo contraditório com a tendência dos anos anteriores: o número de resultados insatisfatórios aumentou em 3,9 pontos percentuais. Realizadas desde 1999, estas provas tinham apenas como objectivo inicial a avaliação do processo de ensino em Portugal, levado a cabo pelo Ministério da Educação. Este ano, tendo sido realizadas a 06 e 11 de Maio por cerca de 237 mil alunos do 4.º e 6.º anos, são o "resultado de uma avaliação continuada do processo nacional de aferição das aprendizagens, para a qual também contribuiu o trabalho desenvolvido com as associações de professores e as sociedades científicas", segundo o Ministério da Educação. "Em termos globais, as provas de 2011 geraram variações de resultados médios que oscilaram entre 0,0% e 3,7%, valores previsíveis" perante "um nível de exigência superior ao dos anos anteriores", acrescenta.

Creio que existem dois pontos que necessitam de ser debatidos. Em primeira instância continua por se compreeender a existência destas provas. Se todos os resultados obtidos desde a sua criação até ao momento estão dentro dos valores previsíveis e expectáveis, mesmo para um estudo a nível da educação portuguesa, creio que a sua continuação requer mais alguma explicação. Não estou a dizer com isto que as supra-citadas provas devem terminar, simplesmente que a sua necessidade de perpetuação tem de ser justificada.

O segundo ponto em questão relaciona-se com a oscilação de resultados de acordo com o grau de exigência da prova. Fica percetível pelas declarações do Ministério da Educação que o aumento dos resultados insatisfatórios nas provas de aferição deste ano se deveu a uma "maior complexidade de algumas questões e da definição de critérios de classificação mais rigorosos”. Parece que acabo de encontrar a resposta à primeira questão. As provas de aferição continuam a fazer sentido, na medida de se avaliar o estado real da educação portuguesa. Com esta pergunta respondida, surgem outras, muito mais graves e com urgência de resposta. Dado que estas provas são realizadas com base nos conteúdos leccionados durante o periodo lectivo, e com base numa linguagem perceptível para alunos do 4º e 6º anos, como se explica que um aumento do grau de exigência da prova conduzisse a um aumento dos resultados insatisfatórios? O problema está na prova ser mais exigente ou na preparação dos alunos ser mais laxa? A determinação do estado da educação pelo aumento de exigência da prova pode ser uma análise arriscada por parte do Ministério, se não forem consideradas medidas que permitam aos alunos compensar um maior grau de dificuldade das provas com a assimilação de conhecimentos profundos o suficiente para darem resposta, independentemente da exigência da prova em si.

Considerando que está em causa a educação das futuras gerações da nossa nação, creio que este dado é mostrador de que a educação apenas tem andado em oscilações constantes, ora mais ora menos exigente, o que tem deixado os alunos em completo estado de desnorte. Quando está em causa dotar os jovens com competências para um futuro mais promissor, não podemos andar em montanhas-russas, mas sim no contínuo onde impere o rigor, a exigência e o trabalho árduo para que, com algo mais díficil, seja possível uma resposta igualmente eficaz.

É oficial. Pedro Passos Coelho foi indigitado como Primeiro-Ministro de Portugal. Fica aqui a nota da Presidência da República que confirma a indigitação por parte do Presidente da República, Prof. Dr. Cavaco Silva.

Ouvidos os partidos representados na Assembleia da República, tendo em conta os resultados das eleições legislativas de 5 de Junho e o acordo de coligação estabelecido entre o Partido Social Democrata e o Centro Democrático Social-Partido Popular, o Presidente da República indigitou hoje o Presidente da Comissão Política Nacional do Partido Social Democrata, Dr. Pedro Passos Coelho, para o cargo de Primeiro-Ministro

A vitória de Pedro Passos Coelho foi, considerada por muitos, como histórica. De derrotas claras em 2005 e em 2009, o PSD conseguiu ripostar com uma vitória que deixou o PS a pensar qual a melhor estratégia para o seu próprio futuro. Destas legislativas, saem dois comportamentos distintos dos maiores partidos com assento parlamentar.

Começando pelo partido derrotado, José Sócrates não viu outra saída perante a humilhante derrota que o PS sofreu a não ser a sua própria demissão. Não se esperava outro tipo de comportamento. Aquilo que Sócrates não viu durante os anos de crise, os portugueses, embora a média-baixa afluência, tratam de lhe mostrar: o país necessitava de um rumo diferente daquele a que tinha estado sujeito. Acreditando ainda ser possível regressar ao lugar do qual se tinha demitido, acabou por sofrer a mais pesada derrota dos últimos 20 anos. Quem peca por teimosia, acaba por aprender da forma mais difícil. Sócrates terá muito tempo para poder repensar a sua vida política.

Do lado do PSD, sai uma vitória esmagadora, cuja maior plenitude só poderia ter sido obtida com uma maioria absoluta. Embora tal facto não se tivesse verificado, o grande vencedor destas Legislativas foi Pedro Passos Coelho. O povo português demonstrou a sua crença na MUDANÇA, que culminou com um resultado expressivo de 38,6% dos votos nacionais. Confesso que mais brilhante que a vitória, só posso considerar o discurso de Pedro Passos Coelho após serem oficiais os resultados da sua eleição.

Resultados e cantorias de vitória à parte, Passos Coelho transforma um discurso de vitória numa mensagem de trabalho, coragem, dedicação e transparência. Passos Coelho não desvirtua a realidade que tem, conhecendo a dificuldade dos tempos que se avizinham, apela à paciência e coragem do povo português para esta nova etapa que se avizinha: "Os anos que aí vêm vão exigir a todos muita coragem…vai ser difícil". Contudo, " A forma inequívoca como os portugueses expressaram, sobretudo pela votação no PSD, a sua vontade de mudança" foi por si sublinhada, prometendo fazer desta vitória uma oportunidade "para reunir Portugal".

No seguimento do que por si já havia sido expressado, o seu ciclo traria MUDANÇA. Essa mudança começa já a ver-se aos olhos de todos: Passos Coelho não faz política prometendo o que não consegue; analisa e só depois procura alternativas. Uma mudança coerente que só trará benefícios para Portugal.

Foi há mais de um mês que a Assembleia da República deu uma nota negativa ao Programa de Estabilidade e Crescimento, na sua quarta versão. Com a queda do PEC, criou-se um cenário que conduziu a eleições antecipadas, devido à demissão do primeiro-ministro que, curiosamente, se recandidata para o cargo, o engenheiro José Sócrates.

Até aqui não temos nada de extraordinário, mas acima de tudo, nada de novidade. Uma proposta descabida é chumbada, um primeiro-ministro ruinoso demite-se e com ele cai uma governação que, durante os últimos 3 anos, apenas nos fez cair num abismo em que a única salvação foi recorrer a uma ajuda externa que nos vais custar um juro de 6% ao ano!

Com toda esta conjuntura, avançou-se para um cenário de eleições antecipadas, que se realizarão, como é de conhecimento, no dia 5 de Junho. Se bem me recordo, citando o ex-primeiro ministro “O cenário de eleições antecipadas, abrindo uma crise governativa, seria o pior que poderia acontecer a Portugal”. Dos mais diversos pontos de vista, seria necessário ponderar qual dos cenários seria o mais penoso para a nação portuguesa: se o chumbo do PEC IV e a consequente queda do Governo, se a sua aprovação e manutenção de uma linha política que, de acordo com o Banco Central Europeu e diversos analistas económicos e politícos internacionais, chegou a ser apelidada de vergonhosa e hilariante. É consensual a imagem que tanto os portugueses como o mundo têm da nossa realidade. Assim não poderiamos continuar.

De espantar foi sim algo descoberto ocasionalmente. Ora em Abril, o pior cenário que podia existir em Portugal seria uma crise política, com a queda do Governo, isto segundo o engenheiro Sócrates. Contudo, desde Fevereiro do presente ano que se encontra activa a plataforma Socrates 2011, que não é nada mais nada menos que o site oficial da campanha eleitoral de José Sócrates. Ter-nos-á falhado a todos qualquer coisa no meio destes discursos? Então o pior cenário que temos é o de eleições antecipadas e, ainda antes desta possibilidade surgir, já fora criada uma plataforma de camapanha eleitoral por parte de José Sócrates? Parece que nos falhou a todos qualquer momento a todos. Mais do que óbvio. Sem dúvida que o mais importante para o PS continua a ser o constante jogo político a que sujeitou o povo português ao longo dos seus anos de governação. Isso senhor Ex Primeiro-Ministro é que ofende os portugueses. Ao contrário do que possa parecer, começam-se a notar sinais de saturação destes jogos que nos levaram à pior situação existente na história de Portugal. Graças a si, temos mais um marco de relevo para as futuras gerações… a pior governação que alguma vez existiu.

É este tipo de política que não pode voltar a existir. Estes jogos políticos apenas serviram para disfarçar o verdadeiro estado da nação. Não mais poderemos voltar aos tempos de ocultação. Chegou a hora de MUDAR. É a essa mudança que o PSD se propõe pela mão do Dr. Pedro Passos Coelho.

No final do mês passado, o antigo prémio Nobel da Economia Paul Krugman publicou na sua coluna do New York Times um artigo de opinião sobre medidas de austeridade e que impacto estas mesmas têm no Estado de uma Nação. Não foi de espantar que o primeiro país citado pelo autor tivesse sido… Portugal.

É neste situação medíatica que o nosso país se depara, sobretudo pelo impacto, directo ou indirecto, que acaba por ter na saúde económica dos restantes membros da União Europeia e do Euro. Enfrentamos aquela que é, desde que a História se conhece como ciência, a pior crise económica alguma vez documentada.

Observa-se o número de desempregados a aumentar de dia para dia (mais de 600mil no início de 2011) , a produtividade e competitividade do mercado português a decair a olhos vistos, um crescente exponencial do valor da divida portuguesa (acresce a 95% do PIB). Quem olha para o nosso país reconhece a gravidade da situação, aumentando o receio dos investidores e reduzindo espaço de manobra para Portugal poder agilizar estratégias de combate à crise. Cenário negro? Sem dúvida, mas ficou comprovado que efectivamente pode ser ainda pior.

Ao longo dos últimos anos, tem sido apresentado pela politica socrátista um conjunto de medidas de combate à crise denominadas de Plano de Estabilidade e Crescimento, tendo como objectivo primordial a redução do défice. Recentemente, foi chumbada pela Assembleia da República a quarta versão dos PEC’s. O antes denominado Plano de Estabilidade e Crescimento acabou transformado num Plano de Instabilidade e Encolhimento (PIE). Mais reforçado nesta última versão, o governo socrátista definiu de forma pouco honrosa uma série de medidas que visavam a consolidação orçamental para o ano 2011.

Não se pode deixar de observar o papel importante que a classe trabalhadora acaba por ter nesta consolidação, uma vez que é feita à sua custa. Procurou-se incessantemente estrangular a carteira dos portugueses com sucessivos aumentos de impostos, o que provocou um ciclo cujo fim se torna cada vez menos incerto. Com o aumento da carga fiscal, reduziu-se o poder de compra dos portugueses e da produtividade nacional, tendo sido crescente o número de famílias de recorrem a ajudas de instituições de Solidariedade Social para fazerem face às suas dificuldades económicas. Consequências? Portugal torna-se num país economicamente pouco competitivo em comparação com os restantes mercados, uma vez que a sua capacidade de produção e exportação decai a olhos vistos.

E o que foi feito de visível por parte do Governo para contrariar essa situação? Nada.

Qual a relação entre Krugman e Portugal? Paul Krugman traçou um retrato sobre a austeridade como uma medida contraditória no combate à crise, demonstrando que a subida constante de impostos não garante um sinal de estabilidade aos mercados externos, uma vez estes reconhecerem a fraca capacidade de produção e consequente fugacidade das medidas tomadas, sinal de uma solução reconhecida como temporária.

Tal como a Grécia e a Irlanda, Portugal enfrentou a crise à custa do dinheiro de todos os contribuintes, sobrecarregando-os de impostos sem estimulação da economia. Resultado final? Continuamos sem uma estratégia efectiva de combate à crise, tendo perdido, pelo menos, 2 anos com medidas que apenas e só deixaram cada um dos portugueses mais pobre. Não passando indiferente ao mundo global, estamos cada vez mais fundo no rating internacional ( BBB - ), concomitante com a subida exacerbada dos juros da divida portuguesa, roçando os 10%.

Relembro que, há 6 anos, foram prometidos mais de 150 mil empregos para quem deles necessitava. Volvido esse tempo, o balanço centra-se em… 600 mil novos desempregados, apenas e só quatro vezes mais o número de empregos prometido. Não obstante, é graças ao PIE socrátista que cada português enfrenta cada vez maiores dificuldades económicas e que têm acrescido o endividamento familiar.

Em 2008, Sócrates afirmou que a crise que atingiu os EUA não atingiria Portugal. Tenho de concordar… afinal, foi a crise do Governo que nos deixou… de tanga na mão.

No passado dia 11 de Dezembro, a JSD Odivelas realizou um conjunto de actividades nas freguesias de Caneças e Póvoa de Santo Adrião, enquadradas no projecto Juventude Solidária. O dia ficou marcado pela visita a duas instituições de solidariedade social, uma em cada das freguesias supra-mencionadas.

Considerado uma das bandeiras de actuação da JSD Odivelas e concomitante com a aproximação da época natalicia, tivemos a oportunidade de visitar, primeiramente, a Obra do Padre Abel em Caneças.

Esta instituição caracteriza-se pelo acolhimento de crianças com idades compreendidas entre os tres e os dez anos. No caso da Obra do Padre Abel, esta acolhe somente rapazes, existindo uma segunda valência que recebe as raparigas.

Tendo em linha de conta as necessidades que a população institucionalizada apresenta, foram entregues duas caixas de roupa e uma caixa de livros que, posteriormente, será dividida pelas crianças de acordo com o que individualmente necessitam.

Foi-nos concedida a possibilidade de visitarmos a instituição, actividade em que as crianças, com toda a sua alegria e jovialidade, se tornaram guias na sua casa e nos mostraram o local onde vivem. Mais interactivo, acabámos a visita com uma partida de futebol e de basquetebol entre os membros da JSD Odivelas e as crianças.

Percebemos cedo o excelente momento de forma das crianças e a sua alegria pelo momento que nos e lhes foi proporcionado.

Saindo de Caneças, partimos em direcção à Póvoa de Santo Adrião, mais concretamente ao Centro Paroquial. Esta instituição fornece apoio a pessoas e familias carenciadas nas freguesias da Póvoa de Santo Adrião e do Olival Basto, abrangendo diversos vertentes, desde bens alimentares e consumo, passando por medicamentos e criação de actividades de combate ao isolamento.

A população abrangida pelo Centro é diversa e vasta, compreendendo desde crianças e jovens até idosos com diferentes faixas etárias. À chegada, fomos recebidos pelo Sr. Mateus e pela equipa que coordena o apoio social fornecido às famílias carenciadas, que nos explicaram o seu papel e como desenvolvem a sua actividade nas duas freguesias.

Face às necessidades evidenciadas, foram entregues por parte da JSD Odivelas quatro caixas de roupa, que serão posteriormente divididas e entregues à população pela equipa de apoio social do Centro. Posteriormente, foi proposto pela equipa uma visita pelas instalações do Centro Paroquial, onde tivemos a oportunidade de visitar a Feira do Natal, actividade por eles organizada tendo em vista a angariação de fundos para o Centro.

O Natal é uma época em que se destaca a realização das mais variadas actividades de cariz solidário e social. Contudo, não nos cingimos a uma época festiva. A Solidariedade faz parte do nosso ADN.

As necessidades da nossa população extende-se ao ano inteiro e torna-se prioritário que se saiba que a Juventude Solidária não se limita a épocas festivas no que concerne a este tipo de actividades.

Um acto vale mais que mil palavras e torna-se imperativo a continuação do combate à exclusão social e a criação de condições de vida enquadradas com as necessidades populacionais.

Estaremos na linha da frente para dar continuidade a este tipo de projectos, mantendo bem viva a chama da Juventude Solidária.

JSD Odivelas,

Sempre ao teu,
Sempre ao lado dos que mais precisam!

JSD Odivelas

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