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Desde o nosso nascimento, que todos tivemos alguém que zelasse por nós. Os mais afortunados tiveram sempre a sua família. Famílias, que desde esse primeiro suspiro permaneceram junto de nós, protegeram-nos, amaram-nos, enfim dedicaram-nos toda a sua existência. Elas são o nosso porto de abrigo a nossa pedra filosofal e nós somos o seu reflexo. A elas tudo devemos.

Como é bom ser amado sem limites e sem descriminação. A descriminação muitas vezes é nos transmitida pela própria sociedade, que por vezes devido a desconhecimento, prefere ignorar as nossas limitações ao invés de procurar informar-se da nossa realidade.

Muitos de nós quando nascemos, é-nos transmitido a falta de esperança. Poucos crêem que sobrevivamos, outros acreditam que temos uma esperança média de vida muito reduzida. A nossa família, sente o desespero, impotência, infelicidade.

“Sinto as lágrimas a tocarem-me na pele e são como lâminas pois não suporto que a minha família chore. Durante aqueles longos meses que permaneci na barriga da minha mãe, senti a felicidade da minha família. Onde está o apoio da sociedade. Não deveriam ajudar os que mais precisam…

A minha família precisa de apoio psicológico, precisa que lhe digam toda a verdade.

Onde estão… ?

Quando todo este choque inicial passa, surge o stress de perceber efectivamente quais são as minhas limitações. Posteriormente a revolta, sempre que batemos à porta da sociedade e poucos são os que nos conseguem ajudar.

Mas os dias vão passando e eu vou sobrevivendo,… sem apoios.

Não tenho direito a ter seguro de vida, pois sou portador de uma doença rara.

Não tenho direito no futuro a ter um empréstimo, pois sou portador de uma doença rara.

Se as minhas limitações são muito graves, não tenho direito a estar num infantário/escola pois são escassos os recursos existentes.

Se a minha vida dependesse desta sociedade, nem direito a ela teria.

No entanto, tive direito a algo….tive direito à minha família. Ela dá-me os recursos de que preciso, ainda que lhes seja muitas das vezes quase impossível. Ela é o meu seguro de vida, pois sem ela não poderia sobreviver.” (Anónimo)

Estas são as Famílias Raras.
Raras na sua experiência de vida,
Raras na superação das suas limitações,
Raras na transposição de obstáculos,
Raras na capacidade de luta pelos direitos do seu ente querido,
Raras na sua força,
Raras no Amor incondicional,
Raras na sua Coragem.

E tu? Queres perceber mais, vivenciar mais?

É já no próximo dia 8 de Maio das 16h às 19h, no Pavilhão Polivalente em Odivelas.

Se te preocupas e não queres ignorar, APARECE.

Na passada noite de Sábado para Domingo, comemorou-se o 36.º aniversário da Revolução do 25 de Abril e como não podia deixar de ser, a Pontinha, freguesia onde o posto de Comando do MFA se instalou e de onde partiram as principais ordens militares, celebrou a data numa sessão solene nas instalações da Junta de Freguesia. Como no passado, o PSD voltou a ter uma cara jovem a discursar nesta sessão. Desta feita, a honra coube à companheira e membro da Assembleia de Freguesia da Pontinha, Daniela Duarte.


Passamos a transcrever o discurso:


Boa Noite,

Gostaria, desde já, referir que é para mim um privilégio estar presente nesta data tão importante, junto de vós, e poder hoje, ao contrário de há 36 anos atrás, usar da palavra de forma democrática.

Nesse sentido, gostaria de saudar de uma forma muito especial, o Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Dr. Mário Máximo, o Sr.Presidente de Junta da Pontinha, José Guerreiro, o Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia e Eleitos, os Representantes dos Partidos Politicos, e restantes Convidados que muito nos honram com a sua presença.


Foi nesta ilustre freguesia, tantas vezes esquecida por muitos, onde os capitães de Abril instalaram o posto de comando que daria início à semente de esperança, feita de força e vontade pelo povo Português que tanto ansiava a liberdade.


A força desses homens que lutaram pelos seus direitos, faz com que hoje eu não saiba o que é viver oprimida.


Sou uma jovem e embora nessa data ainda não tivesse nascido, com o passar dos anos e com os conhecimentos que me foram transmitidos e outros que adquiri, fui-me consciencializando do quão valioso é viver em liberdade.


Mas, meus senhores e minhas senhoras, é bom que não esqueçamos que o direito a esta democracia pela qual o povo português se bateu em Abril de 1974, nos trouxe muitos direitos para os quais correspondem necessariamente deveres.


Falo-lhes do acto de votar, que é um desses direitos e que hoje é tão desvalorizado. Vejam-se os números da abstenção que se cifram no intervalo entre 50 e 60%.


Tanto se lutou para que tudo mudasse, e depois de conquistado, os portugueses e essencialmente os jovens pouco ou nada se envolvem, adoptando uma atitude passiva e de crítica sem nada fazerem para o alterarem.


Como querem os portugueses alterar o rumo dos acontecimentos, se preferem num dia em que lhes é facultado o direito de escolha dos seus representantes, optar por outras tarefas que não a de exercer esse direito?


É também com enorme desagrado que constato que actualmente aquilo pelo que os portugueses se debateram há 36 anos, e que tanto custou a conquistar, tenha vindo a ser desvalorizado pelos nossos governantes.


É de lamentar, que em pleno séc. XXI, existam ainda indícios de pressão sobre a comunicação social e sobre os trabalhadores, que muitas vezes são “calados”, sendo por isso lamentável que o actual Governo tenha potenciado este clima de instabilidade.


Caríssimos, como atrás referi, e é certamente do vosso conhecimento, foi na freguesia onde nos encontramos, na freguesia da Pontinha, que se começou a desenrolar o caminho para a liberdade.


Hoje sabemos que a Pontinha continua a ser esquecida, sabemos que é uma freguesia que tem muito trabalho pela frente e que tem vindo continuamente a ser desvalorizada, apresentando-se como uma freguesia envelhecida onde os jovens não desejam morar.

É por isso de extrema importância que se trabalhe para uma melhor qualidade de vida de toda a população pontinhense, onde os jovens se sintam integrados e incentivados a manter aqui a sua residência e a participar activamente na comunidade.


Senão pensemos, os jovens abandonam a Pontinha e daqui a uns anos esta tornar-se-á uma freguesia deserta e ainda mais esquecida do que actualmente. Cabe-nos a nós mudar essa realidade que se avizinha.


Meus senhores e minhas senhoras, não podemos baixar os braços, é tempo de olhar para o futuro e trabalhar arduamente para preencher as lacunas da nossa freguesia, aproveitar as suas virtudes e reparar aquilo que se anda a fazer de forma incorrecta.


Por isso, caros cidadãos, em nome da juventude peço-vos:


Reinventemos Abril, partindo para a construção de uma sociedade mais justa, activa e isenta de mentiras e corrupção.


Decidir o rumo do nosso país, do nosso município ou da nossa freguesia é uma dever que cabe a cada um de nós correndo o risco de, sem o cumprimento do mesmo, esta democracia, de que tanto nos orgulhamos, poder começar a definhar de vez.

Para os que não puderam estar presentes, aqui fica o meu discurso, em representação da bancada do PSD da Assembleia de freguesia da Ramada, pela comemoração do 9º aniversário da vila e pelo 21º aniversário da freguesia:


Começo por dizer que a bancada do PSD saúda a todos aqueles que ao longo dos 9 anos da vila da Ramada contribuíram para o seu crescimento, a sua mudança tão significativa em termos populacionais, ambientais e de todo o tipo de recursos. De tal forma que a Ramada é hoje um local privilegiado, um pequeno núcleo urbano que conserva a sua moldura natural, destacando-se pela localização única, em todo o concelho de Odivelas e mesmo, no distrito de Lisboa.

Ao longo do tempo, temos assistido a um rápido desenvolvimento da vila da Ramada que tem atraído construtores e pequenos empresários e, consequentemente, contribuído para um constante aumento de população residente.

Não nos esqueçamos, contudo, que deveremos querer sempre, para o local onde vivemos, um crescimento sustentável e equilibrado, no qual, a rápida proliferação de construções habitacionais seja acompanhada por equipamentos adequados às novas realidades. Apelo, por isso, a que esteja sempre presente na agenda política desta junta de freguesia o incentivo à sediação empresarial, à inovação e à construção equilibrada. Que, como sempre defendeu o PSD, se procure sempre e seja esse um esforço de todos nós, enquanto membros eleitos, de envolver a população e sempre contribuir para que a melhoria da qualidade de vida dos habitantes se sinta em suas casas, nas escolas, nas ruas, nos serviços e nas lojas de cada bairro.

Existem ainda determinadas carências, nomeadamente a nível de transportes públicos, de serviços de saúde, educação, equipamentos sociais e oferta de serviços comerciais.


Esta é a mensagem que quero aqui deixar hoje: o comércio da Ramada não sobrevive se nós, moradores, não comprarmos aqui, não fizermos uso dos serviços disponíveis nos nossos bairros, as farmácias, os cafés, as lojas, se não vivermos os jardins e os parques da nossa freguesia.

A bancada do PSD apela, por isso, ao executivo da freguesia, que não se exima da sua responsabilidade num esforço reforçado ao incentivo ao comércio local, ao crescimento das forças vivas da freguesia e à sediação.

Por nossa parte, exigiremos sempre que os interesses desta população sejam respeitados e que não se perca aquilo que a freguesia adquiriu ao longo dos anos. Para isso, têm os cidadãos da Ramada o compromisso do PSD e da JSD de que tudo faremos para que a Ramada seja, cada vez mais, um bom lugar para viver.

De acordo com uma recente notícia da SIC, que não temos razões para duvidar da credibilidade, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) nomeou sem concurso público dezenas de pessoas para cargos que já ocupam. Curioso é saber que entre os nomes dos renomeados, a SIC apurou que a maioria é ligada ao Partido Socialista. Curioso não é?



É assim que os Socialistas combatem o desemprego? Ricos exemplos, mesmo em tempo de comemorações das liberdades onde todos denunciam o combate à corrupção, promiscuidade entre Governo e Estado e empresas Estatais. É no mínimo escandaloso!

Na última sessão da Assembleia Municipal, de 15 de Abril, a bancada do PSD apresentou, através dos deputados municipais da JSD, uma proposta de Recomendação ao Executivo da Câmara Municipal, para que a Biblioteca D. Dinis podesse ter o seu horário alargado para além das 24h, nos meses com mais exames, de forma a que os estudantes do Ensino Secundário e Superior de Odivelas, tenham no seu próprio concelho, um espaço adequado para poderem estudar e investigar a horas mais tardias.

Esta Recomendação foi aprovada com 23 votos a favor (bancadas do PSD, PPM, MPT, CDS, CDU e BE) e 17 votos contra (bancada do PS).

Desde sempre que o alargamento do horário da Biblioteca Municipal para além das 24h, de forma a incentivar o estudo para todos os estudantes odivelenses, foi uma luta da JSD e, logo na primeira oportunidade, não deixámos de cumprir as nossas responsabilidades perante os estudantes do Concelho, levando este assunto a ser discutido nas devidas instâncias.

Assim se confirma quem é que se interessa verdadeiramente pelos estudantes!

Segue na íntegra a Recomendação aprovada:

RECOMENDAÇÃO

Biblioteca Municipal por mais horas

A Biblioteca é um espaço por excelência de encontro de ideias e culturas, que permite o acesso a todo o tipo de conhecimento e potencia a investigação e o estudo nas mais variadas áreas. A antiga concepção de Biblioteca foi-se alterando ao longo dos séculos, passando de uma colecção de livros onde poucos tinham acesso, até ao actual paradigma de espaço multicultural, de livre acesso a todos, tornando-se mesmo serviço público.

Em Portugal, mais concretamente nas áreas geográficas dotadas de espaços educativos, são as Bibliotecas que servem, nalguns casos de forma exclusiva, de grande suporte ao estudo e investigação por parte de muitos estudantes que procuram desenvolver os seus conhecimentos.

Mas não foi só o paradigma de Biblioteca que mudou nos últimos anos, foi também o paradigma de Estudante, como também os seus hábitos. Actualmente, grande parte dos estudantes, tanto do Ensino Secundário como do Ensino Universitário, procura espaços onde possa encontrar as condições adequadas ao seu estudo, condições essas que já não consegue encontrar na sua escola/faculdade ou mesmo na sua residência, a horas mais tardias.

Na cidade de Lisboa encontramos poucos espaços onde os estudantes conseguem ter oportunidade de estudar durante a madrugada, apesar da procura ser muita. O concelho de Odivelas não tem actualmente disponível nenhuma infraestrutura aberta durante a madrugada que possa correponder a esta necessidade dos seus munícipes estudantes, tendo estes que recorrer à cidade de Lisboa para tal efeito.

Uma biblioteca ou um “open space de estudo” abertos até horas tardias são actualmente locais considerados ideais por grande parte dos estudantes do nosso país, como também do nosso concelho, para que, assim, possam dispender do seu tempo para estudar, pesquisar e investigar, devido ao conforto, acesso a materiais de pesquisa, localização e acessibilidades, socialização, internet, entre outras características que estes oferecem.

Para a Bancada do PSD, qualquer incentivo a estas práticas, é uma aposta de futuro, um futuro mais qualificado para os nossos jovens estudantes que apenas procuram conhecer mais. O poder político não pode ficar alheio a esta evolução dos tempos e deve potenciar e promover os meios e as infraestruturas para que possa satisfazer as necessidades e corresponder aos anseios de quem procura saber mais.

Neste sentido, considerando:

1. A importância da promoção do estudo e investigação para os jovens estudantes;

2. A crescente procura de espaços de estudo, abertos a horas mais tardias, para que, individualmente ou em grupo, possam exercer nas melhores condições;

3. Que esta procura ocorre mais nos meses típicos de exames;

4. As condições adequadas que a Biblioteca D. Dinis dispõe para este tipo de acções;

5. Que o actual horário “fora de horas” da Biblioteca Municipal D. Dinis (até às 24h) não corresponde à real necessidade sentida pelo grande número de munícipes estudantes em ter acesso a locais de estudo a horas mais tardias;

6. O parco esforço financeiro a ser feito pela Câmara Municipal para cumprir esta medida;

a Assembleia Municipal vem recomendar ao Executivo Camarário que, nos meses de Janeiro, Fevereiro, Junho e Julho, a Biblioteca Municipal D. Dinis tenha o seu horário alargado, funcionando, pelo menos, até às 4h nos dias úteis.

Na última sessão da Assembleia Municipal, de 15 de Abril, a bancada do PSD apresentou, através dos deputados municipais da JSD, um Voto de Louvor pelo excelente trabalho e iniciativa de milhares de voluntários que se associaram ao Projecto Limpar Portugal, em especial em Odivelas.

De referir que, a JSD Odivelas colaborou massivamente neste projecto tendo dispendido quase todo o dia 20 de Março a colaborar com uma equipa promovida pela Junta de Freguesia de Odivelas, que interveio na Ribeirada, em Odivelas e nas imediações do Pinhal da Paiã na Pontinha.

Abaixo transcrevemos o voto de louvor em causa:

Voto de Louvor

O Projecto Limpar Portugal, levado a cabo no dia 20 de Março de 2010, consistiu num grande movimento cívico, talvez o maior registado em Portugal, de limpar num só dia a floresta portuguesa e as lixeiras ilegais espalhadas pelo nosso território.

No arrojado desejo e sentida necessidade de viver num sítio mais limpo e digno, milhares de voluntários juntaram-se, depois de vários meses prévios de preparação e identificação de lixeiras, para que Portugal ficasse mais limpo.

Foi uma causa que extravasou as cores políticas, uma iniciativa sustentada pela generosidade e voluntarismo de muitos e que uniu um país num objectivo comum de querer viver num sítio melhor. Foram recolhidas mais de 70 mil toneladas de lixo, através do esforço conjunto de 100 mil voluntários.

O Concelho de Odivelas não foi excepção e também se juntou para limpar o lixo acumulado nas suas zonas verdes, tendo respondido ao apelo cerca de 600 voluntários.

Em reconhecimento deste valoroso trabalho realizado por cidadãos voluntários, tendo em conta os resultados obtidos nesta iniciativa, o espírito de cidadania, responsabilidade e generosidade que promoveu e pelo facto de ter conseguido provar que quando a vontade de muitos se juntam em torno de causas tão nobres como esta tudo é possível,

Assim,
A Assembleia Municipal
reunida dia 15 de Abril de 2010, aprova um voto de louvor e agradecimento à equipa de coordenação do Projecto Limpar Portugal do concelho de Odivelas, à Câmara Municipal de Odivelas, às Juntas de Freguesia e ao Regimento de Engenharia n.º1.

Odivelas, 15 de Abril de 2010

JSD Odivelas

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