JSD Odivelas
E dizemos nós: Ainda bem que não somos (SÓ) nós a dizê-lo!
JSD Odivelas
Realizou-se ontem, no Fórum Lisboa na Avenida de Roma, o 1.º Conselho Distrital de Lisboa da JSD.
Pode um primeiro-minitro ter credibilidade, tendo em conta o grafismo acima?
Nós também achamos que não!
Portugal precisa de melhor! Portugal precisa de rigor! Portugal precisa de mudar!
JSD Odivelas


Foi recentemente criada uma forma de avaliar os países em termos ambientais, um índice comparativo semelhante ao PIB, mas num campo diferente, com o objectivo de fornecer a políticos e gestores uma base a partir da qual possam tomar decisões. Portugal estava em 2008 em 18.º num ranking de performance ambiental, entre 149 países analisados. Nada mau?
Que fique bem claro, eu sou completamente a favor das energias renováveis e da sua progressiva susbtituição às energias não renováveis, mas e por isso mesmo também sou a favor da massificação da protecção e investimento do Ambiente em Portugal! Seja entendido o Ambiente pelos jardins, florestas, rios, oceanos, entre outros ecossistemas!
O custo com o investimento nestes equipamentos é, neste momento, o principal entrave. Isto, porque o retorno do investimento feito nestes equipamentos, só é alcançado ao fim de cerca de 8 anos. A energia solar começa a ser um negócio rentável em Portugal, há que incentivar os microprodutores e explicar-lhes que vão conseguir amortizar o investimento rapidamente.
A factura energética nacional cifra-se actualmente em mais de 5.000.000.000 Euros, o que equivale a 15% das importações! É isto admissível, principalmente para quem tantas promessas fez sobre este tema?
Penso que Portugal tem grandes potencialidades ao nível da energia eólica e das marés. É por isso de bom-senso elementar apostar fortemente nas energias endógenas, que na Europa e em Portugal são as energias renováveis - eólica, hídrica, solar, etc e... claro, na eficiência energética. Não temos petróleo (até ver)) mas temos sol, vento e mar em abundância. Bem aproveitado, poderemos tornar-nos muito mais independentes dos combustíveis fósseis do que outros países europeus. Eu diria mesmo, líderes na senda mundial, naquele que é um dos principais desafios da humanidade nas próximas décadas.
Ninguém se engane, a correcção do preço do petróleo fará desmobilizar o investimento em soluções para explorar as novas reservas petroliferas. Os especialistas indicam que com o barril abaixo dos 60 dólares (como está actualmente) as empresas poderão cortar no investimento e na construção de novas refinarias. Ou seja, a oferta diminuirá, criando assim as condições para um novo aperto no mercado da energia já em 2011/2012. Assim, se não diminuirmos drasticamente a dependência do petróleo, vamos voltar a sofrer da crise petrolifera de 2007!
Como é possível Portugal, um dos países da União Europeia que segundo o Sr. Primeiro-
Ministro aposta tanto nas energias renováveis ter um aproveitamento hidríco de menos de 40% do seu potencial? Noutros países da UE, o aproveitamento dos recursos hídricos ultrapassa os 70%! Está mesmo este Governo a apostar nas energias "limpas" como diz a sua propaganda? Mais, para quem possa não saber o cumprimento das metas do protocolo de Quioto para o período entre 2008 e 2012, em Portugal, está em causa! Daqui a 3 anos veremos...
Em conclusão, como noutras áreas, os Socialistas prometem mais do que fazem!
Eu acredito que as soluções passam claramente pelas pessoas e empresas, através da instalação de paineis solares nos prédios e não só os que são construidos apartir de 2009, mas também nas vivendas, nas instalações das empresas...e isto não pode ser só uma ideia, tem de ser repetido e massificado! Não sou a favor da Energia Nuclear, pelo menos para já pois, acredito que devemos aguardar! A tecnologia ainda não é suficientemente segura e implica custos de investimento avultados, para além de ser uma energia que tende a perder a competitividade quando o preço do barril do petróleo desce. Embora possa ser um tipo de energia interessante pelo binómio consumo/produção, ainda não há solução definitiva para o destino a dar aos resíduos gerados pelas centrais nucleares. Eu acho que Portugal ainda tem muito potencial na biomassa, energia das ondas/marés, na energia fotovoltaica, hídrida e ainda muita na éolica também!

Aposto na reutilização de óleo de cozinha nas viaturas a gasóleo, de modo a diminuir o consumo de combustíveis fósseis. A utilização de sanitários compostáveis e a recolha de resíduos nos restaurantes, de modo a gerar composto para ser utilizado como fertilizante agrícola, a compostagem! A massificação do papel reciclado para evitar ao máximo o abate de árvores, consumidoras de CO2, e substituição do papel convencional. Se o lucro das empresas públicas gerado por este negócio fosse canalizado para os Orçamentos Estatais, quantos impostos poderíamos baixar?
Temos de defender o ambiente, através do crescimento sustentável e da educação cívica! A TV Energia, por exemplo, como anunciámos no inicio do mês, é uma boa iniciativa para promover a mudança de comportamentos no consumo doméstico de energia. Mas tem de ser transmitida em sinal aberto nos canais de televisão convencionais. A falta de informação, incrivelmente, continua a ser um dos principais problemas de toda a população.
As energias renováveis e a água serão os grandes negócios das próximas décadas sem dúvida, mas também deverão ser das nossas maiores preocupações sociais! A minha costela ecológica diz-me que nós temos a responsabilidade de assegurar que os nossos sucessores vão ter água potável no futuro e energias mais limpas e sustentáveis de modo a poderem viver em sintonia com o Ambiente!

Não podia, por isso, deixar de dar a minha contribuição com propostas de resolução deste problema que tem de ser Nacional, Europeu e Mundial!
Texto de: Bruno Duarte (Vice-Presidente JSD Odivelas)